SEGURANÇA PÚBLICA

Policiais militares de AL são afastados por uso inadequado de viatura em gravação

Três PMs estão sob investigação por ceder viatura para gravação de 'pegadinha' de influenciador em Maceió.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/08/2026 às 16:10
Ascom PMAL

A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) determinou a prisão administrativa de três policiais militares suspeitos de ceder uma viatura policial para a gravação de uma "pegadinha" do influenciador digital Carlinhos Maia. A ação ocorreu neste sábado, 8, no bairro de Ipioca, em Maceió, onde fica a propriedade rural "Rancho do Maia", reality show criado pelo influenciador.

A "pegadinha" simulava a prisão e colocação na viatura dos participantes do programa gravado pelo influenciador. Carlinhos, que tem 35,1 milhões de seguidores no Instagram, fez o registro do momento no próprio stories da rede social.

Os PMs detidos não tiveram os nomes divulgados, o que impossibilitou o contato com suas defesas.

Carlinhos Maia foi procurado pela reportagem e ainda não respondeu. Em seu canal oficial, o influenciador reproduziu notícias sobre o recolhimento dos policiais sem fazer comentários.

Ao Estadão, a Polícia Militar de Alagoas confirmou que o comando adotou as medidas previstas no regulamento da corporação, após ser informada sobre possível uso indevido de uma viatura policial para finalidade diversa da atividade de policiamento.

O recolhimento administrativo é uma medida interna de cautela prevista no regimento da PM, em que o policial é afastado de suas funções e fica detido temporariamente em um quartel para averiguação de conduta ou apuração de desvio funcional.

O comando determinou que a Corregedoria-Geral da corporação apure as circunstâncias do possível uso da viatura e a conduta individual dos policiais envolvidos, bem como os demais elementos relacionados ao caso. Imagens que mostram as viaturas sendo usadas na gravação já foram anexadas ao procedimento.

Em nota, a PM de Alagoas diz que os militares já se encontram recolhidos administrativamente, conforme previsto no Regulamento Disciplinar da Corporação e irão responder pelos atos praticados.

"Destacamos que, no curso da apuração, serão assegurados aos militares envolvidos o contraditório e a ampla defesa, nos termos dos direitos e garantias previstos na Constituição Federal", diz a nota.

A PM-AL ressaltou que "não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes e reitera que a instituição é regida por normas e regulamentos que prezam pela legalidade, pelo respeito e pela conduta irrepreensível, tanto no exercício da função quanto fora de serviço".