Brasil se manifesta e oferece apoio à Colômbia após terremoto devastador
Terremoto de magnitude 7,4 causou ao menos 69 mortes; governo não registra brasileiros entre as vítimas.
O governo brasileiro ofereceu ajuda ao governo da Colômbia após o país registrar um terremoto nesta segunda-feira, dia 10, que deixou dezenas de mortos e feridos, com um total de vítimas ainda não contabilizado. O tremor de magnitude 7,4 causou ao menos 69 vítimas fatais.
Em nota, o Itamaraty comunicou sua intenção de colaborar nas atividades de resposta ao desastre e informou não ter recebido notificação, até o início da tarde, sobre brasileiros entre as vítimas.
"O Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência", disse o Ministério das Relações Exteriores.
O governo brasileiro também manifestou profundo pesar pelas perdas humanas e materiais: "O Brasil manifesta solidariedade ao governo e ao povo colombianos e faz votos de plena recuperação aos feridos".
Por meio de sua conta no X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu a notícia do terremoto com preocupação.
"Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário", declarou.
O terremoto atingiu o país andino e causou danos em grandes cidades como Cali e Bogotá. Ao menos seis aeroportos foram paralisados, especialmente na região do Eixo do Café. O epicentro foi localizado na porção Oeste da Colômbia, em San José del Palmar, Chocó. Torres de igrejas caíram e muitos edifícios foram danificados.
O tremor foi sentido em países vizinhos, como Equador e Panamá, e também no Brasil, onde registraram prédios esvaziados em Manaus (AM).
Os locais mais afetados, segundo a Unidade Nacional de Gestão do Risco de Desastres, foram: Chocó (nove municípios), Caldas (oito municípios), Vale del Cauca (dois municípios), Risaralda (dois municípios) e Quindío (vários municípios). O governo mobilizou quatro grupos de brigadistas para as atividades de resgate.
Esse terremoto representa o primeiro desafio imediato do novo presidente Abelardo de La Espriella, que tomou posse na sexta-feira, dia 7. Ele formou um gabinete de resposta na capital do país.
O governo Donald Trump (Estados Unidos), que respalda politicamente Espriella, também ofereceu ajuda e disse estar monitorando a situação provocada pelo terremoto.
Como destacou o Estadão, o governo Luiz Inácio Lula da Silva, sob pressão política e diplomática, buscou abrir canais de cooperação com o novo governo. O chanceler Mauro Vieira foi até Cali para representar Lula na posse, mas não chegou a se encontrar com Espriella. Ele foi recebido pelo vice-presidente José Manuel Restrepo e pelo ministro Omar Bula Escobar (Relações Exteriores).