Bolsas europeias apresentam resultado misto com incertezas em Ormuz
Negociações sobre reabertura do Estreito de Ormuz influenciam os mercados financeiros na Europa.
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 10, em meio à indefinição nas negociações para uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, as quais sustentam os preços do petróleo.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,35%, a 10.862,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,14%, a 26.355,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,13%, a 8.726,03 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,10%, a 53.663,88 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve baixa de 0,16%, a 20.155,69 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,29%, a 9.155,00 pontos. As cotações são preliminares.
Em dia de agenda econômica esvaziada, os fatores geopolíticos ditaram o rumo dos mercados nesta segunda. Persistem as incertezas em torno de um eventual acordo para reabrir Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, enquanto o Irã faz exigências rígidas aos EUA para que a passagem volte a operar.
Entre os destaques do pregão, o subíndice de tecnologia do Stoxx 600 subiu 1,08%, com destaque para as empresas ligadas a semicondutores ASML (+1,28%), em Amsterdã, e Infineon (+0,78%), em Frankfurt. Por outro lado, as ações da Vistry Group caíram mais de 11% após informações de que a Allianz Trade está reduzindo drasticamente a cobertura de seguro de crédito oferecida aos fornecedores da construtora britânica.
Pressionando também a Bolsa de Londres para maior queda entre os pares, a Imperial Brand cedeu 5,30% ao informar que cortará milhares de empregos nos EUA e na Europa, segundo a Bloomberg.
Ainda no radar do Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham deve anunciar nesta segunda uma consulta para determinar se as empresas devem ser proibidas de anunciar preços de varejo recomendados enganosos que exageram ofertas de desconto.
Já a Espanha restabeleceu no domingo os controles de fronteira para passageiros em conexões aéreas e marítimas provenientes da Itália, após tensões com Roma sobre migração, que respondeu à decisão de Madri, aprofundando o atrito entre as partes.