ECONOMIA

Exportação brasileira para a UE cresce 4% em dois meses, destaca Alckmin

Vice-presidente menciona desafios sanitários nas exportações de carne para a Europa.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/08/2026 às 12:19
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 10, que há no mundo “um protecionismo escondido” por parte de alguns países com base em questões sanitárias. Alckmin não compromete nenhum país, mas o Brasil enfrentou problemas com a União Europeia quanto à exportação de carne.

O bloco europeu suspendeu a autorização de importação de carnes bovina e de frango do Brasil a partir de 3 de setembro. O motivo dado pelos europeus é a falta de comprovação de novas normas sobre o controle de antimicrobianos na pecuária brasileira.

"A questão da vigilância sanitária é fundamental . Depois de 18 anos, foram revitalizados quase mil colaboradores para sermos rigorosos com a vigilância sanitária. O Brasil é hoje um país exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa, não precisa mais de vacinação. A gripe aviária também estamos livres, temos um caso controlado em 28 dias. E temos que avançar mais, porque há hoje um protecionismo escondido, sobre a questão sanitária", afirmou o vice-presidente na abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Apesar disso, Alckmin destacou o crescimento das exportações do Brasil para a União Europeia nos últimos dois meses, após o início da vigência provisória do acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul. Ressaltou o crescimento de quase 4% das exportações e disse que esse tipo de acordo "tem nos ajudado mesmo com as questões americanas para bater recorde de exportação" .

O vice-presidente voltou a dizer que o Brasil terá “todo o compromisso pela negociação” com os Estados Unidos e que “não vamos sair da mesa de negociação” .

"Todo o comprometimento pela negociação. Não vamos sair da mesa de negociação. Vamos insistir e mostrar a injustiça" , afirmou. "Não tem o menor sentido isso. Vamos trabalhar firmemente para corrigir essa ocorrência e voltar ao mercado americano. Hoje, afetando 15% das nossas exportações, está muito afetado a indústria" .