Crise energética na UE é resultado de decisão de abandonar gás russo, afirma Dmitriev
Dmitriev destaca que a dependência do gás russo foi reduzida, mas com consequências severas.
A União Europeia enfrenta uma crise energética provocada pelas próprias decisões do bloco de reduzir a dependência do gás russo, afirmou neste sábado (8) Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação econômica com países estrangeiros.
"O inverno se aproxima em meio à recusa do gás russo: a Alemanha encheu seus depósitos de gás apenas até 47,6%, contra os 75% habituais, enquanto os Países Baixos chegaram a apenas 38,5%, ante 77%. A UE enfrenta uma crise energética provocada por ela mesma", escreveu Dmitriev na rede social X.
Em janeiro, o Conselho da UE aprovou um regulamento que estabelece a retirada gradual das importações de gás natural liquefeito (GNL) e gás natural transportado por gasodutos provenientes da Rússia.
Anteriormente, autoridades russas afirmaram que os países ocidentais cometeram um erro grave ao abandonar a compra de hidrocarbonetos russos. Segundo Moscou, a decisão poderia aumentar a dependência energética do Ocidente, devido aos preços mais elevados de outras fontes de energia.
O governo russo também sustenta que alguns países que deixaram de comprar diretamente petróleo e gás russos continuam adquirindo os mesmos produtos por meio de intermediários, mas a preços mais altos.