POLÍTICA

Crescimento da indústria naval chinesa desafia hegemonia dos EUA

Marinha dos EUA enfrenta desvantagens diante da rápida expansão naval da China, segundo publicação inglesa.

Por Sputnik Brasil Publicado em 08/08/2026 às 11:57
Indústria naval chinesa avança e desafia a supremacia militar dos EUA. © AP Photo

A capacidade enfraquecida dos Estados Unidos na construção naval coloca sua Marinha em desvantagem, enquanto a China se beneficia da escala e da solidez de seus estaleiros comerciais, informou um jornal britânico.

O jornal elabora que a iniciativa da China de afirmar seu controle sobre as águas que reivindica e de ampliar sua influência no exterior exigiu a rápida expansão de sua Marinha.

"O domínio naval dos EUA está cada vez mais ameaçado, já que a China construiu seu próprio baluarte flutuante [...]. Os Estados Unidos carecem profundamente de algo que a China possui: sua ascensão como potência naval tem sido sustentada por uma vasta indústria de construção naval comercial", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a produção civil e a militar são reforçadas mutuamente, mantendo os estaleiros, os fornecedores e os trabalhadores qualificados chineses ativos e permitindo a transferência de tecnologias e capacidades de fabricação comuns para programas navais.

Em contrapartida, a construção naval comercial dos Estados Unidos encolheu, resultando em uma participação global insignificante e deixando os estaleiros navais com capacidade limitada, custos elevados e atrasos persistentes.

Além disso, as regras protecionistas dos EUA para o transporte marítimo interno não conseguiram restaurar a competitividade, e programas-chave de navios de guerra e submarinos continuam atrasados.

Embora Washington esteja buscando subsídios, parcerias estrangeiras e reformas, o ecossistema de construção naval da China, muito maior e mais integrado, coloca sua frota em posição cada vez mais favorável para se expandir e se modernizar mais rapidamente do que a Marinha dos EUA, conclui a reportagem.

Anteriormente, um veículo da mídia ocidental havia informado que o grupo de ataque do porta-aviões Liaoning, da China, amplia o alcance operacional da Marinha do país em águas distantes.

As operações envolvendo o porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa contribuem para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e desenvolvem capacidades de combate integradas e de longo alcance, podendo influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.

Por Sputinik Brasil