Senado dos EUA aprova projeto que impõe sanções energéticas à Rússia
Pacote prevê tarifas de até 500% sobre importações russas e ampliação de punições ao setor energético.
O texto prevê tarifas de até 500% sobre importações russas, amplia punições ao setor de energia e pode atingir países que mantêm compras de petróleo e gás de Moscou.
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por 86 votos a 11, um amplo pacote de avaliações contra a Rússia principalmente para reduzir as receitas obtidas por Moscou com as exportações de petróleo e gás.
A proposta segue agora para a Câmara dos Representantes, onde deverá ser comprovada após o recesso de verão do Congresso, no início de setembro.
O texto autoriza o presidente Donald Trump a importar tarifas de até 500% sobre importações diretas da Rússia, incluindo petróleo e gás, além de ampliar as avaliações contra autoridades russas, oligarcas, instituições financeiras e a chamada "frota fantasma" — conjunto de navios utilizados por Moscou para transportar petróleo e superar as restrições internacionais.
O projeto também permite a aplicação de tarifas de até 100% sobre produtos de países que continuam comprando petróleo, gás e outras exportações russas. A medida pode atingir grandes importadores de energia russa, como China e Índia.
Além disso, a proposta amplia as avaliações ao setor energético russo, estende até 2031 as restrições americanas aos setores de energia e armamentos do Irã e prevê que o próprio presidente russo, Vladimir Putin, e outros membros da alta cúpula do governo possam ser alvo das medidas.
O pacote inclui ainda uma cláusula que permite ao presidente dos EUA conceder isenções às avaliações, desde que informe ao Congresso que a medida atende ao interesse nacional.
O projeto representa a iniciativa mais ampla do Congresso americano para suportar a segunda pressão econômica sobre a Rússia durante o mandato de Trump. Se aprovado pela Câmara, o texto seguirá para sanção presidencial.
Por Sputinik Brasil