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Ciclone-bomba deixa um morto e provoca alerta em SP e Rio por ventos fortes

Rio Grande do Sul registra danos em 118 municípios e traz consequências para o Sudeste.

Por Estadao Conteudo Publicado em 07/08/2026 às 13:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A ventania que atingiu o Rio Grande do Sul durante a passagem de um ciclone-bomba nesta quinta-feira, 6, deixou um morto, cinco feridos e 118 municípios com registro de danos, segundo a Defesa Civil gaúcha. O ciclone extratropical se afasta completamente para o alto-mar e não alcança o Sudeste, mas a frente fria avança pela região, com nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Defesa Civil alerta para rajadas de vento superiores a 100 milhas por hora nos litorais paulistas e fluminenses.

A ciclone-bomba se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente e produz vendaval, chuvas intensas e mudanças bruscas de temperatura.

No Sul, a morte foi registrada na cidade de Montenegro, na Grande Porto Alegre, após a queda de uma árvore sobre um motociclista de 33 anos na RS-124.

Pedro Osório , outra das cidades gaúchas mais castigadas, suspendeu as aulas na rede municipal e o transporte de alunos para Pelotas após um tornado acompanhado de tempestade com granizo.

Em todo o Estado, 332 mil domicílios chegaram a ficar sem energia elétrica - na área de cobertura de duas concessionárias -, mas o serviço foi restaurado na maioria dos imóveis. Há pelo menos 121 desabrigados.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o tempo, a Estação de Tratamento de Água São João - que atende mais de 600 mil pessoas - e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Por isso, ao menos 45 bairros da capital registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira, 6.

Segundo Ana Maria Hermes , diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, a perspectiva é de que os transtornos não se repitam nesta sexta. “O ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região”, disse.

SP

Em São Paulo, as rajadas de vento pela manhã chegaram a um intervalo no Porto de Santos, assim como a travessia de balsas até o Guarujá. O mesmo serviço também foi paralisado entre São Sebastião e Ubatuba, no litoral norte paulista. As operações foram retomadas ainda pela manhã.

As prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira. Já a Prefeitura de Itanhaém suspendeu as atividades na rede pública apenas no período da manhã.

Uma das regiões com previsão de ventos mais fortes no Estado é a Baixada Santista. Conforme o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Minhoto , a região está entre as áreas de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade das rajadas.

Na semana passada, São Paulo teve três mortes durante a passagem de rajadas de vento forte - duas no litoral e uma no interior.

Rio

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu um aviso às 5h05, recomendando que as mudanças sejam feitas apenas em caso de necessidade.

A rede municipal suspendeu aulas preventivamente. A prefeitura e o governo do Estado recomendaram também a antecipação do fim do expediente.

As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Na semana passada, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na capital fluminense.

Qual a diferença de um ciclone comum para um ciclone-bomba?

O que diferencia um ciclone comum de um ciclone-bomba é a intensidade das características.

“Se a diferença de temperatura for mais drástica, essa corrente em altos níveis será mais forte, fazendo com que a pressão na superfície diminua mais rapidamente”, explica Micael Cecchini , professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (USP) apoiado pelo Instituto Serrapilheira. (Com agências de notícias)