Aumento da inflação nos alimentos e desafios da reforma tributária
FAO indica riscos de nova inflação nos preços e alíquota elevada pode impactar as famílias brasileiras.
Depois de um período de relativa estabilidade nos preços dos alimentos no Brasil, o cenário global volta a acender um sinal de alerta. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) avalia que a combinação de conflitos geopolíticos com o aumento dos custos de energia, fertilizantes e transporte e a confirmação de um novo episódio de El Niño pode desencadear uma nova rodada de inflação nos preços.
De acordo com a organização, o aumento dos custos de produção já começa a afetar importantes cadeias agrícolas e deve chegar ao consumidor com mais intensidade entre o fim de 2026 e ao longo de 2027. O pesquisador Felippe Serigati, do FGV Agro, explica se o Brasil está preparado para esse impacto.
Em outra frente, há a estimativa de que a alíquota dos novos tributos sobre o consumo possa chegar a cerca de 28% em 2033, superando a média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. A mudança trouxe novamente ao debate os desafios da reforma tributária. Mesmo que o novo modelo tenha como objetivo simplificar a cobrança de impostos e aumentar a eficiência do sistema, especialistas alertam que uma alíquota elevada pode manter, ou até ampliar, o peso da tributação sobre o consumo, afetando principalmente as famílias de menor renda.
O advogado tributarista Alexandre Herlin detalha os desafios da implementação.
Na análise de mercado, Vinicius Prado, economista da MA7 Capital, avaliou o desempenho na manhã desta sexta-feira. A edição ainda teve o quadro semanal Protagonista, com Deborah Zeigelboim, fundadora da primeira agência digital de modelos pet no Brasil. Vale Nota, o jornal de economia que vai ao ar de segunda a sexta-feira, com apresentação de Dani Zanatta e Amanda Risi, participação de Lucas de Andrade e produção de Renatta Leite.