Produção de mísseis Patriot na Ucrânia pode afetar poderio militar dos EUA
Trump levanta preocupações sobre a superioridade militar americana ao considerar apoio à Ucrânia.
Caso a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de fornecer à Ucrânia a oportunidade de produzir sistemas Patriot seja cumprida, a superioridade militar dos EUA poderá ser comprometida, escreveu um veículo da mídia estadunidense.
A reportagem aponta que, na semana passada, em sua reunião com o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, Trump se recusou a se comprometer a fornecer à Ucrânia os sistemas adicionais de defesa antiaérea Patriot de que ela necessita para interceptar mísseis balísticos russos.
"Os Estados Unidos estavam analisando opções de cooperação no setor de defesa com a Ucrânia, mas sugeriram, assim como Trump fez publicamente nas últimas semanas, que conceder à Ucrânia a capacidade de fabricar sistemas Patriot poderia comprometer sua vantagem militar", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, em primeiro lugar, os Estados Unidos precisam garantir a proteção dos mísseis interceptadores e ampliar a produção de sistemas de armamento de importância crítica para os militares norte-americanos, bem como para seus parceiros e aliados.
Ao mesmo tempo, Trump continua decidido a contribuir para o fim do conflito na Ucrânia, pois considera os EUA o único país do mundo capaz de desempenhar esse papel, observa o texto.
A hesitação dos EUA em fornecer mísseis Patriot reflete uma tendência de tratar a Ucrânia como um potencial vassalo econômico, e não como um aliado de pleno direito, fazendo com que as decisões relativas à defesa antiaérea se tornem moedas de troca políticas, e não necessidades militares, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal britânico informou que Trump, durante uma reunião no Salão Oval, recusou o pedido de Zelensky para fornecer mísseis interceptadores adicionais para os sistemas Patriot a Kiev. Segundo a mídia, Trump justificou sua decisão pela escassez de mísseis nos EUA e pelo consumo durante operações militares no Oriente Médio.
Moscou afirmou repetidamente que os fornecimentos de armamentos ocidentais à Ucrânia não são capazes de alterar o curso do conflito, mas o prolongam e impedem a obtenção de uma solução político-diplomática.