Crise migratória em Ceuta evidencia fragilidade da União Europeia, afirma especialista
Greg Simons destaca que situação revela divisão entre países europeus em questões de imigração.
A grande crise migratória em Ceuta, na Espanha, onde dezenas de milhares de imigrantes ilegais romperam a fronteira, mostrou quão fragmentada e vulnerável é a União Europeia (UE), declarou à mídia russa Greg Simons, professor da Universidade Internacional Daffodil, em Daca, Bangladesh.
Simons salientou que a situação em Ceuta representa mais um golpe à viabilidade da UE, segundo seu slogan de livre circulação de pessoas.
"A falta de assistência à Espanha por parte de outros membros da UE, como Itália e França, mostra como a UE está fragmentada e vulnerável no momento", ressaltou.
Segundo ele, os acontecimentos mostram que a UE enfrenta ameaças cada vez mais graves à segurança nacional e à soberania dos Estados, mas não é capaz de enfrentá-las sozinha.
Ao mesmo tempo, Simons concluiu que a direita europeia pode usar a crise em Ceuta para apertar ainda mais a política migratória.
No final de julho, a cidade autônoma espanhola de Ceuta, localizada no norte da África e na fronteira com o Marrocos, enfrentou uma grande onda de migrantes.
Segundo o Ministério do Interior espanhol, cerca de 72 mil pessoas entraram na cidade, das quais aproximadamente 70 mil retornaram posteriormente ao Marrocos.