POLÍTICA

ONU pede ações contra crises em Cuba

Especialistas criticam medidas dos EUA e alertam para riscos de uma 'Gaza silenciosa' na ilha.

Por Agência Brasil Publicado em 06/08/2026 às 13:17
Especialistas da ONU alertam sobre medidas dos EUA que poderiam agravar a situação em Cuba.

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) condenaram, nesta quinta-feira (6), as recentes medidas tomadas pelos Estados Unidos contra Cuba e pediram à comunidade internacional que atue rapidamente para evitar que uma “Gaza silenciosa” venha a se formar na ilha.

"Os alimentos nunca devem ser usados ​​como instrumento de pressão política. Medidas que, conscientemente, privam uma população dos meios de sobrevivência atentam contra as garantias mais básicas do direito à vida e prejudicam a essência da dignidade humana", afirmam os especialistas.

Embargo

No início desta semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, emitiu uma forte reportagem ao embargo petrolífero de Washington e ao endurecimento das avaliações, classificando a política do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, como “genocídio político”.

Ele pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero dos Estados Unidos contra a ilha e agradeceu aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para o país.

“Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes lesão, prisão e riscos à própria vida”, disse ele.

Entenda

Uma crise econômica sem precedentes na ilha levou várias empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, a encerrarem operações em Cuba.

Além de pagamentos recorrentes, o esgotamento do estoque de combustível provocou fluxos na rede elétrica em nível nacional. O transporte público do país também ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado por falta de combustível.

Washington culpa o governo cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento.

*Com informações da Reuters