ECONOMIA

Ministro Dario Durigan destaca ajuste fiscal de 2 pp no PIB e compromisso do governo por mais quatro anos

Compromisso fiscal é reafirmado em entrevista; gestão do orçamento e da dívida também foram abordadas.

Por Estadao Conteudo Publicado em 06/08/2026 às 11:39
Ministro da Fazenda, Dario Durigan Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, repetiu nesta quinta-feira, 6, que o governo Luiz Inácio Lula da Silva melhorou as contas públicas, o que examinou em um ajuste de dois pontos percentuais (pp) do Produto Interno Bruto (PIB) no subsídio primário . Em seguida, afirmou que esse compromisso seguirá nos próximos quatro anos, caso o presidente Lula seja reeleito.

“É com esse compromisso que vamos para os próximos quatro anos, melhorando as contas públicas”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews. "O que precisamos fazer, sem deixar de considerar os fatos, é melhorar ainda mais a nossa situação fiscal."

Ao longo da entrevista, Durigan também afirmou que o arcabouço fiscal “veio para ficar” e que o mercado regular que o governo zerou o déficit, apesar das críticas em relação às abordagens do arcabouço. “O que nós precisamos fazer é fortalecer a nossa política fiscal, para que no próximo mandato a gente tenha um esforço de País para reduzir a taxa de juros”, emendou.

Gestão do Orçamento e da Dívida

Na entrevista, o ministro da Fazenda disse mesmo que o governo não está gastando mais do que arrecadação e que não há descontrole do ponto de vista da gestão do Orçamento.

"O Brasil tem uma dívida que a gente tem que rolar, então eu pago a mundo antigo e emito título dívida novo para pagar a antiga - o que todos os países do fazem. É nessa gestão da dívida que nós estamos falando do aumento do endividamento, não é no que o governo está gastando durante o ano. Veja, em ano de eleição, que é o caso desse ano, nós estamos fazendo um bloqueio no Orçamento de R$ 17 bilhões ", emendou Durigan.

O ministro ponderou que, para o futuro, há uma discussão sobre a rolagem da dívida, sobre endereçar juros e diminuir o endividamento, mas frisou que, no momento, não há uma crise fiscal no País.

Crescentemente, o governo seguirá fazendo um esforço fiscal diante da mesma magnitude que fez nos últimos quatro anos.