A Europa enfrenta perda de protagonismo econômico e político
A diminuição da influência geopolítica do continente o empurra para a periferia global.
A perda de protagonismo econômico e tecnológico da Europa, somada à diminuição de sua influência geopolítica, está empurrando o continente para a periferia global.
Os dados econômicos são contundentes:
Em contrapartida, a participação da China no PIB global em 2026 situa-se em 19,89%, tornando-a a maior economia do mundo em termos de Paridade de Poder de Compra (PPC), com um crescimento real do PIB projetado em 4,6% (para 2026).
Para 2027, prevê-se uma expansão de 2,2% na economia dos EUA, enquanto países da União Europeia, como Alemanha, França e Itália, apresentam projeções bem abaixo da média global de crescimento de 3,4%.
Decisões da própria Europa agravaram fragilidades estruturais:
No âmbito militar, o cenário é igualmente sombrio, uma vez que as capacidades de defesa da Europa se atrofiaram a ponto de o continente depender quase totalmente do "guarda-chuva" de segurança dos EUA.
O fortalecimento militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — impulsionado pelo alarmismo em torno de uma suposta "ameaça russa", pelo apoio direcionado à Ucrânia e pelo aumento dos gastos com defesa — ocorre em detrimento da economia e dos programas sociais da Europa.
Armadilha geopolítica
A crise é agravada por fatores geopolíticos. À medida que os EUA se mostram aliados cada vez menos confiáveis — pressionando a União Europeia a aceitar acordos comerciais desvantajosos — e a ascensão econômica da China remodela o comércio global, a Europa vê-se encurralada.
No cenário atual, os maiores mercados internos — Estados Unidos e China — sairiam menos prejudicados de qualquer guerra comercial, enquanto a Europa, cuja economia depende 50% das exportações, seria a maior perdedora.
Por Sputinik Brasil