Desafios da Europa na Competitividade Global
A perda de influência econômica e política da Europa se revela em dados alarmantes.
A perda de competitividade econômica e tecnológica, somada à redução de sua influência geopolítica, está empurrando a Europa para uma posição cada vez mais periférica no cenário global.
Em 2008, a economia da União Europeia (UE) era 10% maior que a dos Estados Unidos. Em 2023, passou a representar 67% do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Hoje, o bloco responde por cerca de 18% do PIB global.
Ao mesmo tempo, a China amplia sua participação na economia mundial, enquanto Alemanha, França e Itália mantêm projeções de crescimento abaixo da média global.
Entre os principais problemas europeus estão os altos custos de energia, a perda de competitividade industrial, a baixa produtividade, a regulamentação excessiva e a presença reduzida entre as maiores empresas de tecnologia do mundo. Um relatório de Mario Draghi sobre a competitividade europeia apontou uma diferença "existencial" de produtividade e destacou que apenas quatro das 50 maiores empresas de tecnologia do mundo são europeias.
No campo militar, a Europa também segue fortemente dependente dos Estados Unidos. Reino Unido e Alemanha enfrentam dificuldades para ampliar efetivos e modernizar suas forças, enquanto Washington e Pequim mantêm estruturas militares muito maiores.
A combinação entre baixo crescimento, dependência energética, gastos militares crescentes e forte exposição ao comércio exterior pode deixar a Europa em posição desfavorável diante da competição entre Estados Unidos e China.
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