Lucro do Banco Mercantil atinge R$ 275 milhões no 2º trimestre
Instituição registra crescimento de 13% com 15°, recorde trimestral consecutivo.
O Banco Mercantil registrou lucro líquido recorde de R$ 275 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o comunicado de resultados enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A instituição destacou que foi o 15º recorde consecutivo trimestral .
No trimestre, o resultado da intermediação financeira somou R$ 1.443 bilhões , avanço anual de 27% . As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 363 milhões , alta de 76% em 12 meses. As perdas esperadas de investimentos financeiros chegaram a R$ 406 milhões , um aumento de 211% na comparação anual.
Em rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) em 12 meses ficou em 41,4% no trimestre, um retorno de 4,7 pontos percentuais em relação a igual período do ano passado, conforme o banco. O retorno sobre o ativo médio (ROAA) em 12 meses foi de 3,1% , 0,3 ponto abaixo do registrado um ano antes. A margem financeira líquida (NIM) trimestral anualizada encerrou o período em 17,2% , queda de 0,9 ponto percentual ante o segundo trimestre de 2025.
Com relação à qualidade da carteira, o índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 3,1% , aumento de 0,8 ponto percentual em relação aos meses de abril a junho do ano passado, enquanto a inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 2,6% , estável na base anual.
A carteira de operações de crédito somou R$ 24.993 bilhões , avanço anual de 30% . Do lado dos ativos, as aplicações interfinanceiras de liquidez acumularam em R$ 8.164 bilhões , um aumento de 70% na comparação anual, enquanto os títulos e valores mobiliários recuaram 32% , para R$ 1.641 bilhões . A provisão para perdas esperadas alcançou R$ 1.289 bilhões , alta de 24% em 12 meses. Já os ativos fiscais totalizaram R$ 1.904 bilhões , mais do que dobrando ante mesmo período do ano passado, com crescimento de 104% .
No balanço, o ativo total atingiu R$ 38.944 bilhões no fim de junho, alta de 31% em relação ao segundo trimestre de 2025. No passivo, o total caiu R$ 35.808 bilhões , crescimento anual de 29% . Os depósitos subiram 5% , para R$ 21.204 bilhões . Os recursos de óleos e emissão de títulos avançaram 105% , para R$ 9,678 bilhões , e os instrumentos de dívida elegíveis a capital aumentaram 33% , para R$ 1,133 bilhões .
O patrimônio líquido chegou a R$ 3.135 bilhões , alta de 49% em base anual. Pelo detalhamento, o capital social era de R$ 953 milhões (+ 18% ), as reservas de capital somavam R$ 401 milhões (+ 826% ) e as reservas de lucros, R$ 1.445 bilhões (+ 65% ). O índice de Basileia consolidado ficou em 17,2% no fim de junho, um pouco acima do segundo trimestre de 2025, quando era de 17,1% .
Em mensagem no relatório, o banco afirmou que os resultados do segundo trimestre de 2026 mostram que a instituição “segue crescendo com consistência, rentabilidade e prudência”. “Em um cenário que apresenta maior adaptação ao setor, reforçamos nossa capacidade de execução, preservamos a qualidade do negócio e mantivemos uma trajetória sólida de geração de valor”, conclui.