ECONOMIA

Ouro avança 3% e ultrapassa US$ 4.300 com conflitos no Oriente Médio

Alta nos preços dos metais preciosos é impulsionada por negociações diplomáticas na região.

Por Estadao Conteudo Publicado em 05/08/2026 às 14:48
Barra de ouro © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O contrato mais líquido do ouro disparou mais de 3% nesta quarta-feira, 5, em uma sessão que também registrou forte alta da prata. Os metais preciosos foram impulsionados pelas perspectivas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. O movimento que havia derrubado as cotações nos últimos meses foi, em parte, revertido. Assim, o ouro avançou mais de 5% no acumulado das últimas duas sessões, retomando o nível de US$ 4.300.

Nesta semana, o foco se voltará à divulgação do payroll de julho na sexta-feira (7) e suas implicações nas ações futuras do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 3,7%, a US$ 4.305,26 por onça-troy. A prata para setembro subiu 3,4%, a US$ 62,288 por onça-troy.

Negociadores do Irã e Omã finalizaram o rascunho do acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e aguardam a aprovação final do líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo informações de autoridades regionais à Associated Press. As fontes descreveram o possível acordo como uma solução temporária para a disputa entre os EUA e o Irã sobre o trânsito de embarcações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo pode ser fechado já nesta quarta-feira, 5, ou na quinta-feira, 6.

O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, declarou acreditar que é o momento de elevar gradualmente as taxas de juros, em meio à alta da inflação associada à guerra no Oriente Médio. Kashkari foi um dos dissidentes da última reunião de política monetária, votando por um aumento de juros de 25 pontos-base em julho. Já o presidente da distrital de Kansas City, Jeff Schmid, destacou na terça-feira, 4, que algum tipo de aperto será necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2%.

O setor privado dos Estados Unidos criou 44 mil empregos em julho, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP. A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de geração de 75 mil postos de trabalho no mês passado.