Iguatemi reporta lucro líquido de R$ 133,8 milhões no 2º trimestre de 2026
Resultado representou um crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Iguatemi, dona de shoppings e outlets, teve lucro líquido recorrente de R$ 133,8 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 22,1% ante o mesmo período de 2025, em termos 'pro forma'.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente somou R$ 290,5 milhões, crescimento de 10,8% na mesma base de comparação anual.
O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) chegou a R$ 170,9 milhões, subida de 21,0%.
A receita líquida totalizou R$ 396 milhões, alta de 11,6%.
Neste trimestre, a Iguatemi fez a publicação do balanço em termos "pro forma", que excluem os ganhos de capital e outros efeitos temporários com a compra de vendas de participação em shoppings no segundo trimestre de 2026 e no mesmo período de 2025. Segundo a empresa, a publicação nesses termos permite uma base de comparação mais adequada.
Os indicadores também excluem efeitos dos contratos derivativos de ações e da linearização (método contábil para retirar a volatilidade das receitas de aluguel), como acontece todo trimestre.
Fora da base de comparação "pro forma", os números da Iguatemi foram decrescentes, com quedas de 35,8% no lucro líquido, 34,8% no Ebitda, 28,9% no FFO e 2,7% na receita líquida.
Na parte operacional, as vendas totais dos shoppings atingiram R$ 6,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 4,6% ante o mesmo período do ano passado. As vendas nas mesmas lojas tiveram alta de 1,7%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas aumentaram 2,7%.
O calendário também foi marcado pela Copa do Mundo, que provocou oscilação nas vendas. Nos dias de jogos da seleção brasileira, as vendas foram equivalentes a 68,5% do registrado no mesmo período do ano passado. Já nos demais, houve recuperação, ficando em torno de 106,3% na mesma base de comparação.
A ocupação dos shoppings chegou a 96,9%, alta de 0,5 p.p. na comparação anual. A inadimplência líquida dos lojistas ficou em apenas 0,1%, recuo de 0,2 p.p. na mesma base.