POLÍTICA

PL opta por chapa pura no RJ e afeta base de Flávio Bolsonaro

O partido escolheu candidatos para governo e Senado, sem alianças com outras siglas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 04/08/2026 às 20:08
Chapa pura do PL pode impactar candidatura de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. © Sputnik / Partido Liberal SC

Um dos estados mais estratégicos para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, o Rio de Janeiro terá uma chapa pura do PL para a disputa eleitoral de outubro.

A legenda definiu nesta terça-feira (4) os nomes que vão encabeçar a chapa nas eleições do estado fluminense: o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Douglas Ruas, vai disputar o governo do estado ao lado da vereadora de Niterói Fernanda Louback, ambos do PL. Já para a vaga no Senado, ficou definido o nome do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).

O cenário é totalmente diferente do esperado no início do ano, quando a expectativa do PL era conseguir uma ampla aliança para manter o comando do Palácio Guanabara. Após o então governador Cláudio Castro deixar o cargo, no fim de março, para disputar o Senado, o partido esperava que, com a eleição de Ruas à presidência da ALERJ, fosse conduzido ao governo estadual.

Porém, mesmo após pedidos da Casa para Ruas assumir, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o desembargador Ricardo Couto no cargo, até uma deliberação do plenário sobre o estado ter eleição direta ou indireta para um mandato-tampão — desde o ano passado, o Rio não tem vice-governador, após Thiago Pampolha assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do estado. Investigado por fraudes fiscais, relações com a refinaria Refit e envolvimento no escândalo do Master, Castro desistiu de concorrer para se dedicar à sua defesa.

Já o outro nome cotado para a disputa, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), decidiu na última segunda (3) não disputar o Senado e tentar o cargo de deputado federal. Ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro em postos de gasolina do estado, e chegou a ser preso por portar um fuzil.

Já o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), cotado para ser vice de Ruas, também acabou desistindo. Com isso, a federação União Progressista (União Brasil-PP) preferiu seguir neutra na disputa e não mais formar aliança com o PL no Rio de Janeiro.

Além de reduzir o tempo de propaganda no rádio e na TV, que ainda é crucial para as campanhas eleitorais, a ausência de outras siglas na composição da chapa estadual fragiliza o palanque para Flávio Bolsonaro.

Do outro lado, o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou apoio à candidatura do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que aparece na liderança das últimas pesquisas eleitorais.