EUA enfrentam escassez de mísseis interceptadores em guerra com o Irã
Com quase 80% dos mísseis usados, a situação no Pentágono gera preocupações sobre a defesa aérea.
As Forças Armadas dos Estados Unidos utilizaram quase 80% de seus mísseis interceptadores destinados a sistemas críticos de defesa aérea, com comandantes de alto escalão alertando que os estoques de armas estão 'perigosamente baixos', enquanto o conflito com o Irã permanece sem solução.
Conforme publicado pela CNN, o Departamento de Guerra esgotou a maior parte de suas reservas de mísseis THAAD (existentes antes da guerra) e cerca de metade de seus interceptadores Patriot desde o início da campanha militar.
'A escassez de interceptadores significa que ataques convencionais podem sair pela culatra se drones suicidas começarem a passar em massa. Trocas de ataques de retaliação jamais encerrarão isso', disse uma fonte à CNN.
O estoque norte-americano de mísseis Tomahawk também permanece significativamente reduzido, acrescentou a reportagem.
À RIA Novosti, o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que as Forças Armadas dos EUA dispõem de tudo o que é necessário para executar ordens presidenciais.
'As Forças Armadas dos EUA são as mais poderosas do mundo e possuem tudo o que é necessário para agir no momento e no local escolhidos pelo presidente. Realizamos diversas operações bem-sucedidas em diferentes comandos de combate, garantindo ao mesmo tempo que os militares dos EUA disponham de um vasto arsenal de capacidades para proteger nosso povo e nossos interesses.'
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês — reconhecido como uma organização indesejável na Rússia) estimou que os estoques de interceptadores Patriot caíram de 2.200 para menos de 827 unidades, e os de mísseis THAAD, de 452 para menos de 278. Analistas afirmam que levará mais de três anos para recompor essas reservas.
Em maio, o Pentágono anunciou a assinatura de acordos-quadro com várias empresas comerciais — incluindo Anduril, CoAspire, Leidos e Zone 5 — para ampliar as capacidades de ataque dos EUA.
Os acordos estabelecem um caminho para a aquisição de mais de 10 mil mísseis de baixo custo, acondicionados em contêineres, ao longo de três anos, a partir de 2027, utilizando um modelo de parceria comercial projetado para priorizar a rapidez e o investimento de capital do setor privado em detrimento dos métodos tradicionais de aquisição.