JUSTIÇA

CNJ altera punições para juízes após decisão do STF

A aposentadoria compulsória deixa de ser a punição máxima e poderá ser substituída pela perda de cargo.

Por Agência Brasil Publicado em 04/08/2026 às 15:13
Decisão do CNJ altera regras para punição a juízes, encerrando aposentadoria compulsória como a punição mais severa.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (4) o fim da aposentadoria compulsória e a previsão da perda de cargo como punição disciplinar máxima para juízes que cometam infrações graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral, entre outras.

Pela nova resolução disciplinar, em caso de condenação em Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o juiz poderá ser colocado em disponibilidade para a perda do cargo. A eventual exoneração, contudo, somente poderá ser determinada por decisão judicial.

Durante a sessão de votação, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que a medida representa uma mudança significativa na forma de lidar com essa questão. Em 20 anos, o conselho condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.

Antes da decisão do Supremo, magistrados mantinham o recebimento mensal dos vencimentos após a condenação pelo CNJ. O procedimento segue decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o fim da aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais, como punição máxima, mas condicionou a perda de cargo à abertura de uma ação judicial pela Advocacia-Geral da União (AGU).