Nova fase da Operação Sem Desconto foca em aliados de Weverton Rocha
PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão em investigações sobre lavagem de dinheiro ligada a fraudes no INSS.
A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no DF e no Maranhão em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao esquema de fraudes no INSS.
A Polícia Federal (PF) cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao esquema de fraudes no INSS.
Desta vez, os alvos incluem o advogado Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha (PDT). A PF afirma ter identificado movimentações financeiras e patrimoniais atípicas, possivelmente realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros, estruturas empresariais e operações em espécie para ocultar origem e destino dos valores.
As diligências buscam reunir novas provas, esclarecer a finalidade dos repasses e individualizar a conduta dos investigados.
A operação, que já apura irregularidades em descontos indevidos a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 — com prejuízo estimado em até R$ 6,3 bilhões — concentra agora esforços na suspeita de lavagem de dinheiro relacionada aos fatos já investigados.
Segundo um jornal de grande circulação no país, a PF reforça que a nova etapa surgiu após a identificação de indícios de ocultação de recursos por meio de diferentes mecanismos financeiros. O objetivo é avançar na compreensão da rota do dinheiro e das responsabilidades individuais.
A defesa de Willer Tomaz afirmou à apuração que ele não é investigado e que a busca ocorreu apenas porque é proprietário da aeronave usada pelo senador Weverton Rocha em viagem já conhecida publicamente. Segundo nota, a disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e não guarda relação com o esquema.
O advogado declarou confiar na apuração serena dos fatos e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A PF, por sua vez, mantém o foco na análise das estruturas financeiras supostamente usadas para ocultação de valores.
A operação segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das buscas. As investigações continuam para detalhar a origem dos recursos, a destinação dos repasses e o papel de cada envolvido.