POLÍTICA

EUA não reabastecem estoques de mísseis Patriot enviados à Ucrânia

Documentos do Pentágono indicam atraso na produção e entrega de mísseis interceptores PAC-3 MSE.

Por Sputnik Brasil Publicado em 04/08/2026 às 07:06
EUA não reabasteceram mísseis Patriot enviados à Ucrânia, conforme documentos do Pentágono. © AP Photo / Eugene Hoshiko

Os EUA ainda não reabasteceram os arsenais de mísseis interceptores PAC-3 MSE para os sistemas de defesa antiaérea Patriot entregues à Ucrânia desde 2022, segundo os documentos orçamentários do Pentágono analisados pela Sputnik.

Embora os primeiros contratos para a restauração de estoques tenham sido assinados no ano fiscal de 2022-2023, o Exército dos EUA ainda não recebeu os projéteis em sua totalidade, pois a produção leva até três anos.

No final do ano fiscal de 2022, o Congresso dos EUA financiou a fabricação de 148 mísseis adicionais além do pedido básico. A maioria deles chegou aos militares apenas entre outubro e junho do ano passado.

Em 2023, a Câmara dos Deputados alocou mais US$ 1,44 bilhão (R$ 7,33 bilhões) para reabastecer o arsenal, mas, devido à sobrecarga das fábricas, algumas das munições estarão prontas apenas no final deste ano e no próximo.

De acordo com o programa básico, o Exército dos EUA deve receber 166 mísseis PAC-3 MSE até 2026. Não há entregas previstas de maio a agosto. O Pentágono explica essas pausas, incluindo com a execução de contratos de exportação.

Uma sobrecarga adicional sobre as reservas norte-americanas foi criada pela operação contra o Irã. De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), os arsenais dessas munições poderiam ter sido reduzidos em cerca de 65%.

Cabe destacar que Moscou acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia impede um acordo, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte no conflito e é um "brincar com fogo".

O chanceler russo, Sergei Lavrov, observou que quaisquer remessas contendo armas para a Ucrânia se tornariam um alvo legítimo para a Rússia. O Kremlin argumentou que a militarização da Ucrânia pelo Ocidente não é propícia às negociações e terá um impacto negativo.


Por Sputinik Brasil