POLÍTICA

Irã cogitou atacar alvos na Ucrânia após incidente com navio

Teerã estava preparado para retaliar após ataque militar ucraniano que resultou em mortes.

Por Sputnik Brasil Publicado em 03/08/2026 às 19:54
Irã estava preparado para retaliar após ataque de Kiev a navio iraniano. © AP Photo / Vahid Salemi

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou nesta segunda-feira (3) que a república islâmica estava pronta para atacar três alvos na Ucrânia após a investida de Kiev a uma embarcação iraniana.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que a Ucrânia lançou um ataque militar contra um navio mercante iraniano em 25 de julho. O ataque matou um marinheiro e feriu outro.

"Estávamos preparados para atacar três alvos na Ucrânia, mas cancelamos o ataque depois que a Ucrânia pediu desculpas."

Vladimir Zelensky anunciou na época do incidente que as Forças Armadas do país haviam realizado ataques de longo alcance contra embarcações no mar Cáspio, localizado a mais de mil quilômetros do território controlado por Kiev.

Em comunicado, a chancelaria iraniana classificou o ataque ao navio como uma violação do artigo segundo, parágrafo quarto da Carta das Nações Unidas e um ato de agressão que podia "provocar uma guerra e semear o caos".

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, classificou Zelensky como um "aproveitador" e sugeriu que a ação tivesse sido desencadeada como uma forma de trazer a Europa para a guerra contra Teerã, que já conta com Estados Unidos e Israel.

Irã tem o controle de Ormuz, afirma Rezaei

O consoleiro do líder supremo do Irã também destacou que o governo de Teerã tem o controle do estreito de Ormuz e que não será permitida a abertura de outras rotas pelo local.

"Neste momento, não existe cessar-fogo, mas todas as nossas operações têm um propósito. Por exemplo, em nenhuma circunstância permitiremos a abertura de um segundo corredor no estreito de Ormuz; mesmo que um navio de guerra americano tente passar, nós o atingiremos."

Ainda segundo Rezaei, Teerã age com responsabilidade no estreito de Ormuz. Segundo a autoridade, o Irã não atacou os Estados Unidos ou seus cidadãos, apesar de o contrário ter acontecido.