Irã cogitou atacar alvos na Ucrânia após incidente com navio
Teerã estava preparado para retaliar após ataque militar ucraniano que resultou em mortes.
Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou nesta segunda-feira (3) que a república islâmica estava pronta para atacar três alvos na Ucrânia após a investida de Kiev a uma embarcação iraniana.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que a Ucrânia lançou um ataque militar contra um navio mercante iraniano em 25 de julho. O ataque matou um marinheiro e feriu outro.
"Estávamos preparados para atacar três alvos na Ucrânia, mas cancelamos o ataque depois que a Ucrânia pediu desculpas."
Vladimir Zelensky anunciou na época do incidente que as Forças Armadas do país haviam realizado ataques de longo alcance contra embarcações no mar Cáspio, localizado a mais de mil quilômetros do território controlado por Kiev.
Em comunicado, a chancelaria iraniana classificou o ataque ao navio como uma violação do artigo segundo, parágrafo quarto da Carta das Nações Unidas e um ato de agressão que podia "provocar uma guerra e semear o caos".
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, classificou Zelensky como um "aproveitador" e sugeriu que a ação tivesse sido desencadeada como uma forma de trazer a Europa para a guerra contra Teerã, que já conta com Estados Unidos e Israel.
Irã tem o controle de Ormuz, afirma Rezaei
O consoleiro do líder supremo do Irã também destacou que o governo de Teerã tem o controle do estreito de Ormuz e que não será permitida a abertura de outras rotas pelo local.
"Neste momento, não existe cessar-fogo, mas todas as nossas operações têm um propósito. Por exemplo, em nenhuma circunstância permitiremos a abertura de um segundo corredor no estreito de Ormuz; mesmo que um navio de guerra americano tente passar, nós o atingiremos."
Ainda segundo Rezaei, Teerã age com responsabilidade no estreito de Ormuz. Segundo a autoridade, o Irã não atacou os Estados Unidos ou seus cidadãos, apesar de o contrário ter acontecido.