ECONOMIA

Ouro encerra em baixa em meio a tensões no Oriente Médio

Investidores analisam sinais de acordo entre EUA e Irã, influenciando os preços do metal precioso.

Por Estadao Conteudo Publicado em 03/08/2026 às 14:38
Barra de ouro © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 3, em uma sessão na qual o metal chegou a avançar seguindo o noticiário do Oriente Médio, mas que acabou com uma commodity pressionada.

As sinalizações de acordo pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, reforçadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, derrubaram os preços do petróleo e ofereceram perspectivas de valorização para o ouro, que vem operando com pressão da alta do dólar e dos juros dos Tesouros.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,40% , a US$ 4.075,9 por onça-troy.

A prata para setembro subiu 0,12% , a US$ 57,856 por onça-troy.

"Uma análise de regressão dos preços do ouro indica que tanto a extensão da alta quanto a correção de baixa estão atenuadas neste episódio. O ouro pode ter atingido o piso de sua correção em cerca de US$ 3.900 por uma vez, em vez de recuar até o patamar de US$ 3.700 sugerido pela regressão", aponta o Deutsche Bank. "O ouro eliminou a defasagem em relação ao seu valor justo. Ao reverter os ajustes do nosso modelo referentes ao excesso de demanda oficial, ainda estimamos que o valor justo do ouro deverá se situar em torno de US$ 4.700 por onça até o final do ano, acima da nossa projeção de US$ 4.600 por onça para o quarto trimestre de 2026", conclui o banco alemão.

Na política monetária, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, afirmou que permanecem otimistas de que as pressões inflacionárias estão no caminho para diminuir gradualmente, mas se isso não acontecer, o banco central não hesitará em responder com aumentos nas taxas de juros para garantir que os preços retornem à meta.

“Minha previsão pessoal é que a inflação caia na segunda metade deste ano e caia ainda mais no próximo ano”, destacou.

Williams percebeu que há muita incerteza em torno das perspectivas no momento e que o conflito na renovação do Oriente Médio se torna incerto quando os preços da energia podem diminuir.