POLÍTICA

Presidentes da Colômbia e Cuba debatem solidariedade e diálogo

Gustavo Petro se reúne com Miguel Díaz-Canel e pede aos EUA por medidas de harmonização entre nações.

Por Sputnik Brasil Publicado em 02/08/2026 às 11:35
Gustavo Petro pede apoio à Cuba em encontro com Miguel Díaz-Canel na capital cubana. © AP Photo / Fernando Vergara

Cuba “está sendo violentamente ameaçada pelo bloqueio, mísseis e uma possível invasão” e merece a solidariedade da comunidade internacional, declarou o presidente colombiano Gustavo Petro ao final de sua visita a Havana, após se reunir com seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel.

Na perspectiva do presidente colombiano, Washington deveria fomentar o diálogo entre civilizações, "em pé de igualdade", como alternativa às guerras mundiais e aos mísseis.

“Este é o caminho do diálogo entre civilizações em pé de igualdade, em vez de guerras mundiais e mísseis, que pode nos levar à democracia global e à liberdade”, enfatizou o presidente sul-americano à imprensa no Aeroporto José Martí, em Havana, antes de partir para a Colômbia.

Ele também observou que, devido às tensões entre Washington e Havana, a segurança de centenas de jovens colombianos que estudam medicina na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em Cuba, está em risco.

"Temos que examiná-los; eles estão obviamente em risco, dada a ameaça que os EUA representam para este país", afirmou Petro.

O presidente colombiano destacou ainda que, apesar das dificuldades que Cuba enfrenta, esses estudantes poderiam se tornar a "ponta de lançamento" de um importante diálogo regional, aproveitando sua proximidade geográfica.

Segundo o presidente colombiano, este fórum deve reunir os governos e governos da América Latina e do Caribe com os da América do Norte, a fim de construir acordos que lhes permitam resolver problemas comuns que a humanidade e a região enfrentam.

Em 29 de janeiro, Trump emitiu uma ordem executiva autorizando tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba, após declaração de estado de emergência nacional devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.

A medida exacerbou a escassez de combustível no país caribenho, afetando a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação.

O governo cubano afirma que Washington está usando o embargo energético para estrangular sua economia e tornar as condições de vida insuportáveis ​​para sua população. Segundo dados oficiais, apenas um navio russo chegou à ilha este ano, trazendo uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.