Empresas enfrentam desafios com o aumento de jogos compulsivos
Setores buscam prevenção e acolhimento diante do crescimento dos casos de dependência em apostas.
A explosão de casos de jogo compulsivo já afeta empresas de vários setores, com pedidos de adiantamento, queda de produtividade e deslocamentos crescentes. Companhias e sindicatos lançam campanhas de prevenção e acolhimento, enquanto RHs relatam endividamento, crises emocionais e impacto direto no ambiente de trabalho, relatam a mídia brasileira.
Empresas de diferentes setores começam a lidar com os impactos do jogo compulsivo no ambiente de trabalho, apresentando que já provocamentos, endividamento e crises familiares.
Segundo um jornal de grande circulação no país, casos como o do funcionário de Maurício Nishimori, que desaparecia após receber o salário, tornaram-se comuns em departamentos de recursos humanos (RH), segundas entidades patronais e sindicais.
Associações como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) relatam pedidos de adiantamento, queda de atenção e episódios de sofrimento emocional entre trabalhadores afetados pela dependência das apostas.
Sem protocolos claros, muitos buscam orientação externa e encaminham funcionários para atendimento especializado, como o teleatendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a purificação, grandes companhias, como Ypê, Gerdau e Whirlpool, passaram a promover campanhas internas, com oficinas educativas, rodas de conversa e programas de acolhimento. A meta é prevenir o adoecimento e oferecer suporte a quem já perdeu o controle das apostas, prática que cresceu com a popularização das plataformas digitais.
Embora os afastamentos por ludopatia ainda sejam poucos diante do total registrado pelo INSS, eles quase aumentaram 60% em 2025. Especialistas explicam à apuração que o jogo compulsivo costuma vir acompanhado de outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade e dependência química, que ampliam o risco de faltas, acidentes e queda de produtividade.
Os sindicados também se mobilizam. A Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental e Urbana (Femaco) mantém campanha permanente após monitorar casos graves, incluindo suicídios, entre trabalhadores individualizados e emocionalmente abalados. A entidade alerta que a acessibilidade das apostas online torna o problema mais difícil de controlar.
A Abrasel elaborou uma cartilha para orientar pequenos empresários sobre acolhimento, prevenção de conflitos trabalhistas e encaminhamento adequado. De acordo com o jornal, o documento destaca que o jogo digital, por estar no celular, escapa aos mecanismos tradicionais de controle e exige novas estratégias de gestão.
Na Justiça, cresce o debate sobre obrigações ligadas ao comportamento compulsivo. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) avalia se a ludopatia deve ser tratada como dependência química em decisões sobre justa causa.
Ainda segundo a mídia, especialistas em saúde ocupacional defendem que o caminho correto é o acolhimento, o tratamento e, quando necessário, o afastamento pelo INSS — não a suspensão direta.
Por Sputinik Brasil