LIBERDADE

Ex-embaixador britânico critica restrições à liberdade de expressão no Reino Unido

Craig Murray alerta para crescimento de crimes relacionados à expressão no país.

Por Sputnik Brasil Publicado em 02/08/2026 às 05:32
Ex-embaixador Craig Murray critica a falta de liberdade de expressão no Reino Unido. © AP Photo / Kirsty Wigglesworth

Praticamente não há mais liberdade de expressão no Reino Unido, e a lista de tópicos que podem levar a processos criminais está em constante expansão, declarou à Sputnik Craig Murray, ativista de direitos humanos e ex-embaixador britânico no Uzbequistão.

Murray salientou que o Parlamento britânico estuda um projeto de lei sobre segurança do Estado que criminaliza o recebimento de informações de países considerados "hostis" pelas autoridades locais.

"Acho que quase não há mais liberdade de expressão no Reino Unido. A lista de coisas que você não pode dizer sem correr o risco de ir para a cadeia está ficando cada vez maior", ressaltou.

Segundo ele, no próprio texto da lei de segurança do Estado, a Rússia já foi chamada de Estado hostil. De acordo com a referida lei, será ilegal receber qualquer informação do governo russo ou de qualquer agência governamental da Rússia.

Conforme apontou o interlocutor da agência, o projeto prevê pena de até 14 anos de prisão para quem receber essas informações. Além disso, participantes de comícios em apoio à Palestina têm sido detidos no Reino Unido, e ele deu exemplos de recentes detenções de conhecidos seus no Reino Unido, nos EUA e na Espanha.

"É muito assustador. Vivemos uma época terrível em que não se sabe qual dos seus amigos será preso hoje [...]. Não sei quando virão me buscar novamente, mas tenho quase certeza de que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer", concluiu.

Anteriormente, uma mídia britânica relatou que um novo caso no Reino Unido abalou as bases da liberdade de expressão ocidental. Um professor de história de uma prestigiada escola em Menston foi suspenso de seu cargo após classificar os radicais ucranianos como nazistas e expressar concordância com as ações da Rússia.