Díaz-Canel critica embargos dos EUA e relaciona a situação em Cuba ao genocídio em Gaza
Presidente cubano afirma que bloqueio energético gera sofrimento extremo na população.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse durante a Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba que as consequências do bloqueio energético imposto pelo governo dos EUA são "humanamente insuportáveis" para Havana.
"Estamos testemunhando a expressão mais ampla e profunda de um esforço implacável da maior potência mundial para desconectar a economia de um pequeno estado insular da economia do resto do mundo", disse ele.
O presidente ressaltou, também, que agora há uma tentativa de repetir o "genocídio em Gaza" contra mais de 9 milhões de cubanos por meio de um bloqueio econômico e um embargo energético que levaram o sofrimento dos habitantes do país a "níveis extremos".
"Alguém realmente acredita que este plano de sufocamento coletivo seja apenas um ataque cirúrgico contra o governo e seus líderes?", questionou Díaz-Canel, apontando como os fatos demonstram que o objetivo de Washington é provocar uma "ebulição social" em Cuba e dividir o povo.
As tensões entre Washington e Havana aumentaram após a operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Após a operação, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Cuba não receberia mais petróleo bruto nem dinheiro de Caracas.
No dia 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva autorizando tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba, após declarar estado de emergência devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.
A medida agravou a escassez de combustível no país caribenho, afetando a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação.
O governo cubano alega que Washington está usando o embargo energético para estrangular sua economia e tornar as condições de vida insuportáveis para sua população. Segundo dados oficiais, apenas um navio russo chegou à ilha para ajudas neste ano, trazendo uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.