ECONOMIA

Ouro tem queda, refletindo sinais de alta nos juros pelo Fed

Comentários de dirigentes do Federal Reserve influenciam preços do metal precioso nesta semana.

Por Estadao Conteudo Publicado em 31/07/2026 às 14:55
Barra de ouro © Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa de mais de 1% nesta sexta-feira, 31, em uma sessão marcada por comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) apontando para uma possível alta de juros pela autoridade. Após a última decisão do banco central e falas do presidente do Fed, Kevin Warsh, o dólar e os rendimentos dos Tesouros perderam força, o que havia beneficiado o ouro. Por sua vez, a postura de alguns dos demais integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) hoje reverteu esta tendência e pesou nos preços do metal, que encerra a semana em baixa.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 1,24% , a US$ 4.049,1 por onça-troy, caindo 0,51% na semana. No mês, o movimento foi de queda de 0,8% . A prata para setembro caiu 2,08% , a US$ 57,78 por onça-troy, perdendo 1,9% na semana. No mês, a baixa foi de 4,5% .

A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta sexta que votou a favor de uma alta de 25 pontos-base dos juros na reunião desta semana para considerar que a inflação segue “alta por tempo demais” e que a postura atual da política monetária não é suficientemente restritiva.

O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, defendeu que o Fed aperte a política monetária de forma gradual para reduzir o risco de a inflação se tornar persistente em um patamar mais alto. Ele afirmou que votou contra a decisão na reunião do Fomc nesta semana porque preferia elevar as taxas dos fundos federais em 25 pontos-base .

A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta sexta-feira que as condições do mercado de trabalho, do consumo e dos mercados financeiros indicam que a política monetária dos Estados Unidos "não está restringindo a economia", reforçando sua avaliação de que os juros deveriam ter sido elevados em 25 pontos-base (pb) na reunião desta semana.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta de 25 pontos-base (pb) em setembro passou de 55,3% há uma semana para 63,4% ontem e chegou a 67% nesta sexta.