Israel rejeita plano do Conselho da Paz e defende ofensiva em Gaza
Itamar Ben-Gvir critica proposta que prevê cessação de operações militares contra o Hamas.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, rejeitou nesta sexta-feira, 31, o rascunho do acordo divulgado pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza e afirmou que o texto não é aceitável para Israel. Em publicação no X, o integrante do governo israelense criticou a previsão de interrupção das operações militares e defendeu a continuidade da ofensiva contra o Hamas.
Segundo Ben-Gvir, após os ataques de 7 de outubro de 2023, todo integrante do Hamas é considerado um alvo. Na avaliação do ministro, um compromisso de interromper as eliminações de membros do grupo "equivale a concordar que o Hamas possa se reorganizar para preparar o próximo massacre".
O ministro também afirmou que as eliminações na Faixa de Gaza devem continuar, acrescentando que o incentivo à emigração deve ocorrer e que Israel deve vencer.
Mais cedo, o Conselho da Paz publicou um plano de ação para Gaza que prevê a retirada completa das forças israelenses do território, a cessação das operações militares e a criação de um governo palestino transitório, sob supervisão internacional. O texto também estabelece que o Hamas interrompa todas as ações militares e se desarme, além de prever a criação de um Comitê Internacional de Verificação para acompanhar o cumprimento das medidas.