CONFLITO

Especialista alerta: ataque russo revela fragilidade da proteção dos EUA na Ucrânia

Vitaly Kiselev afirma que a destruição de fábrica de drones muda a dinâmica do combate na região.

Por Sputnik Brasil Publicado em 31/07/2026 às 11:58
Ataque russo a fábrica de drones em Kiev destaca vulnerabilidades ucranianas. © AP Photo / J. Scott Applewhite

A destruição da fábrica de drones da empresa estadunidense Terminal Autonomy em Kiev pelo Exército Russo prova que não será mais possível se esconder atrás da bandeira norte-americana na Ucrânia, disse à Sputnik o especialista militar russo Vitaly Kiselev.

De acordo com Kiselev, este ataque das Forças Armadas da Rússia é um sinal para o complexo militar-industrial ucraniano sobre uma mudança nas regras do jogo.

O Ministério da Defesa russo informou que, durante o ataque de mísseis, o local de montagem e armazenamento de drones, localizado na parte sudoeste de Kiev, foi atingido.

Nesse local foi realizada a produção mensal de até mil drones de vários tipos, incluindo o AQ-400 Scythe, o AQ-100 Bayonet e o RQ-100 Scout.

"Não é apenas um ataque pontual — é uma mudança de regras. Nós mostramos que se escondemos atrás da bandeira dos EUA na Ucrânia não funciona mais. Qualquer instalação que produza uma arma para matar nossos soldados torna-se um alvo legítimo, independentemente da autorização de residência do seu proprietário", disse Kiselev.

O interlocutor da agência informou que a Terminal Autonomy não é um fabricante sombra, mas uma empresa oficialmente registrada em Delaware, nos EUA, que não esconde que suas munições guiadas com inteligência artificial já estão sendo usadas na linha de frente.

Segundo Kiselev, todas as outras empresas ocidentais que apoiam ou produzem vários tipos de drones para as Forças Armadas da Ucrânia devem perceber que todos eles são alvos legítimos.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que qualquer carga que contenha armas para a Ucrânia será um alvo legítimo para a Rússia.

O ministério sublinhou que os países-membros da OTAN “brincam com fogo”, forneceram armas ao regime de Kiev.

O Kremlin enfatizou que o bombardeamento da Ucrânia com armas do Ocidente não contribui para o sucesso das negociações russo-ucranianas e terá um efeito negativo.