Melhoria no desempenho das pequenas indústrias no 2º trimestre, aponta CNI
Índice de performance subiu 1,5 ponto, alcançando 45,2 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou, nesta sexta-feira, 31, que o desempenho das pequenas empresas industriais melhorou no segundo trimestre. De acordo com o Panorama da Pequena Indústria (PPI), o índice que mede o desempenho das indústrias de pequeno porte subiu 1,5 ponto em relação ao primeiro trimestre e chegou aos 45,2 pontos .
Com o resultado, o indicador é 2,1 pontos acima da média para o trimestre, que é de 43,1 pontos . O patamar registado nos três primeiros meses do ano foi o menor desde a pandemia de covid-19.
O índice de desempenho da pequena indústria é calculado a partir de três variáveis: volume de produção (ou nível de atividade, no caso da construção); utilização da capacidade instalada (ou operacional, no caso da construção) efetiva em relação ao habitual; e evolução do número de trabalhadores. Ele vai de 0 a 100 pontos . Quanto maior, melhor o desempenho das pequenas empresas do setor no período.
A pesquisa também mostra que a caixa das empresas registrou uma evolução sutil, com a situação financeira das indústrias de pequeno porte aumentando 0,4 ponto , para 39,4 pontos . O indicador leva em conta a facilidade de acesso ao crédito e a satisfação dos industriais com as finanças e a margem de lucro operacional dos negócios.
“Historicamente, as pequenas indústrias têm menos folga financeira e capacidade muito menor de acesso ao crédito do que as empresas maiores”, aponta o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo .
Segundo o economista, essas dificuldades impactam toda a cadeia produtiva e "na medida em que as indústrias de menor porte encontram dificuldades para honrar seus compromissos ou mesmo investir, isso acaba limitando a capacidade delas de atender a demanda de seus compradores, afetando a própria competitividade da indústria como um todo".
Conforme a CNI, a elevada carga tributária e os juros altos atrapalham o dia a dia das pequenas empresas industriais.
Outras preocupações, no entanto, vêm incomodando os empresários cada vez mais, como a falta ou alto custo da matéria-prima e de mão de obra, seja ela comprometida ou não, além da competição desleal gerada pela informalidade, contrabando, entre outros, e a burocracia excessiva.
Em julho, a indústria de pequeno porte completou 20 meses consecutivos de pessimismo . O índice que mede a confiança dos empresários dessas empresas registrou 46,2 pontos , 4,5 pontos abaixo da média histórica para o mês, de 50,7 .
Em meio à falta de confiança, os empresários demonstram cautela ao projetar o futuro dos negócios. O índice de perspectivas das indústrias de pequeno porte registrou 47,5 pontos , em uma escala que vai até 100 . O indicador leva em conta a intenção de nos próximos seis meses, as expectativas dos empresários para a demanda (ou atividade, no caso da construção) e o número de investimentos empregados.