Ceuta enfrenta a maior crise migratória desde 2021
A pressão de migrantes na cidade autônoma aumenta, preocupando autoridades locais e europeias.
A cidade autônoma de Ceuta vive uma avalanche de migrantes que tentam-la a partir de Marrocos, a nado ou a pé. Os números sobre a chegada de migrantes variam, mas a imprensa local aponta para cerca de 50 mil pessoas em uma cidade com pouco mais de 80 mil habitantes.
Veja os principais acontecimentos que marcaram a crise migratória até o momento:
Ceuta e Melilla são as únicas cidades da União Europeia com fronteiras terrestres com a África. Por causa dessa localização estratégica, continuam sendo uma das principais portas de entrada para migrantes vindos da África e do Oriente Médio.
A soberania de Ceuta e Melilha segue sendo motivo de disputa entre Espanha e Marrocos.
Rabat não confirmou oficialmente as duas cidades como território espanhol e as considera um legado do passado colonial, posição rejeitada por Madri, que sustenta sua soberania com base em argumentos históricos.
Confira os principais fatores que contribuíram para a atual onda migratória:
A chegada em massa de migrantes já provocou confrontos entre recém-chegados e moradores de Ceuta, aumentando a tensão na cidade e reforçando as preocupações das autoridades com a segurança.
A crise também começou a produzir reflexos em outros países europeus. A França anunciou o reforço dos controles na fronteira com a Espanha, enquanto a Itália avalia suspender a livre circulação entre os países no âmbito do Acordo de Schengen.
A ministra do Interior da Finlândia, Mari Rantanen, apelou a todos os países europeus para que apoiem a proposta da Itália de excluir temporariamente a Espanha do espaço Schengen.
Por Sputinik Brasil