Banco do Japão mantém taxa de juros em 1% ao ano
Decisão da BoJ foi influenciada por fatores globais e recuperação econômica moderada.
O Banco do Japão (BoJ) anunciou a manutenção da taxa básica de juros em 1% ao ano nesta sexta-feira, 31, como era amplamente esperado pelo mercado, sob ponderações dos efeitos do aperto monetário realizado na reunião de junho e das mudanças recentes no cenário internacional, incluindo o conflito no Oriente Médio.
Em comunicado, o banco central japonês informou que a decisão foi tomada pelo placar de 8 a 1, com dissidência de Hajime Takata, que votou pelo aumento dos juros para 1,25%.
O BoJ destacou que a economia japonesa apresentou uma recuperação moderada, apesar de certa fraqueza, e sinalizou que aumentará as taxas de juros, caso necessário, com base nas condições econômicas, de preços e financeiras.
"Examinaremos o impacto da guerra no Oriente Médio para definir o momento e o ritmo de aumentos das taxas de juros e também o impacto cambial e a demanda relacionada à inteligência artificial (IA)", mencionou.
Projeções
O Conselho de Política Monetária do BoJ continua esperando que a inflação subjacente atinja a meta de 2% do banco em um futuro próximo, segundo o relatório trimestral de perspectivas divulgado pela instituição nesta sexta-feira.
O conselho prevê que a inflação ao consumidor (CPI) - excluindo os preços voláteis de alimentos frescos - apresente uma média de 2,5% no ano encerrado em março de 2027 (ano fiscal de 2026), um pouco abaixo dos 2,8% projetados no relatório de abril. A expectativa é de alta de 2,4% nos preços no ano encerrado em março de 2028 (ano fiscal de 2027) e de 2,0% no ano seguinte (ano fiscal de 2028).
No relatório, o BoJ enfatizou a importância de estabilizar a inflação subjacente em torno de 2% para reduzir o risco de ultrapassar a meta.
O banco central espera que a economia do Japão cresça 0,6% no atual ano fiscal, em comparação com a expansão de 0,5% prevista há três meses. A projeção é de um crescimento de 0,8% em cada um dos dois anos fiscais subsequentes.
*Com informações da Dow Jones Newswires