Tarifas dos EUA sobre genéricos levantam questões sobre autonomia farmacêutica no Brasil
Especialistas discutem os impactos das tarifas de importação e a autonomia na produção farmacêutica nacional.
Fundador da Barbosa Clinic, clínica médica voltada para o atendimento de pessoas e famílias com casos complexos de saúde, o médico Expedito Barbosa afirmou que barreiras comerciais muito elevadas, como tarifas de importação, podem aumentar custos de produção, redução do número de fornecedores e reorganização abrupta das cadeias internacionais, impactando diretamente a saúde de milhões de pessoas.
"Uma possibilidade é que fabricantes estrangeiros redirecionem investimentos e linhas de produção para os Estados Unidos, buscando evitar as tarifas. Isso pode reduzir a capacidade disponível para atender outros mercados e aumentar a competição mundial por IFAs, matérias-primas, equipamentos e profissionais especializados", conjecturou o médico Expedito Barbosa.
O impacto para o Brasil não será forte, no curto prazo, avaliou o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), Tiago de Moraes Vicente, por não ser grande exportador de genéricos para os EUA.
"A estratégia transforma em política de Estado instrumentos voltados ao fortalecimento da produção no Brasil, da inovação e da autonomia tecnológica em saúde", disse o presidente da PróGenéricos.
Por Sputinik Brasil