EUA tentam conter Turquia em negociações do F-35, mas perspectivas são incertas
Análise sugere que reaproximação militar não reverterá a autonomia estratégica da Turquia.
A armadilha do F-35: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a venda de caças F-35 para a Turquia, apesar das críticas de integrantes de seu governo e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A reaproximação ocorre justamente quando a Turquia avança no desenvolvimento do TAI KAAN, seu caça de quinta geração.
Ao ampliar a cooperação em programas de alta tecnologia, Washington reduz os estímulos para que Ancara desenvolva suas próprias capacidades estratégicas, diz Issam Menem. "Mesmo com um eventual retorno ao programa F-35, a Turquia dificilmente voltará à relação de dependência que manteve com os EUA no passado. A estratégia de Ancara hoje é aproveitar essa reaproximação para ampliar suas capacidades militares e industriais, preservando a autonomia estratégica construída ao longo da última década."
Segundo o analista militar Pedro Paulo Rezende, a estratégia dos EUA também envolve a atual disputa de influência no Mediterrâneo oriental entre Turquia e Israel. Em 2025, Israel assinou com a Grécia e o Chipre um plano conjunto de cooperação militar.
"Seria uma maneira que os Estados Unidos teriam de controlar a Turquia na questão do possível conflito entre os dois países."
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