Nordeste responde por mais de 25% do saldo de emprego formal do País no 2º trimestre de 2026
Região registrou saldo de 34,4 mil novas vagas com carteira assinada em junho, segundo dados do Caged sistematizados pelo Data Nordeste
Recife (PE) – O Nordeste encerrou o segundo trimestre com saldo acumulado de 79.682 empregos formais, equivalente a 25,9% de todas as vagas com carteira assinada geradas no País no período. O resultado representa crescimento de 53,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e foi influenciado, entre outros fatores, pela redução no volume de desligamentos registrada ao longo do semestre, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sistematizados pelo Data Nordeste.
Em relação ao mês de junho, os dados do levantamento mostraram que o mercado de trabalho no Nordeste apresentou saldo líquido de 34.433 novas vagas com carteira assinada. O indicador reflete a diferença entre as 317.000 contratações realizadas no período e os 282.567 desligamentos registrados neste período. A média de remuneração de quem ingressou no mercado de trabalho formal foi de R$ 2.067,05, enquanto o rendimento médio das pessoas desligadas ficou em R$ 2.132,31.
O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos na região, com 17.549 postos formais. Em números absolutos, a Bahia registrou o maior saldo no setor, com 6.104 vagas, seguida por Pernambuco (+3.400) e Ceará (+3.264). Em Sergipe, o saldo de Serviços superou o saldo total de empregos do estado, correspondendo a 106,2% do resultado geral. Já o Rio Grande do Norte registrou redução de 587 postos no segmento.
O Comércio apresentou o segundo melhor saldo, com 5.095 vagas na região. Pernambuco (+1.190) e Bahia (+1.153) concentraram os maiores saldos do setor, enquanto Sergipe registrou saldo positivo de 47 postos.
Na Indústria, o saldo regional foi de 4.330 postos, com destaque para Pernambuco (+1.284) e Piauí (+1.043), responsáveis por mais da metade do resultado do setor. Alagoas (+762) e Maranhão (+563) também registraram indicadores positivos, enquanto Ceará (-360), Sergipe (-88) e Rio Grande do Norte (-2) encerraram o mês com redução de postos industriais.
A Construção Civil garantiu saldo regional positivo de 4.256 postos, liderado pelo Maranhão (+1.439) e Ceará (+1.374). Em seguida, aparecem Pernambuco (554), Piauí (465), Paraíba (427), Alagoas (353) e Sergipe (91). O Rio Grande do Norte (-425) e a Bahia (-22) registraram as únicas retrações líquidas do setor.
A Agropecuária obteve superávit de 3.203 vagas no saldo regional. O desempenho foi impulsionado pelo estado do Rio Grande do Norte que registrou um saldo de 1.051, seguido por Bahia (1.024), Alagoas (591), Piauí (392), Ceará (328), Maranhão (156) e Paraíba (14). Em contraponto, os estados de Pernambuco (-266) e Sergipe (-87) apresentaram saldo negativo neste segmento.
Em relação aos estados nordestinos, a Bahia liderou com 8.985 vagas, representando 26,1% do saldo da região, seguida por Pernambuco e Ceará com 6.162 e 5.291 novos postos de trabalho. Na sequência, aparecem Maranhão (4.948), Piauí (3.023), Alagoas (2.773), Paraíba (2.365), Sergipe (599) e Rio Grande do Norte (287) correspondendo a 14,4%, 8,8%, 8,1%, 6,9%, 1,7% e 0,8%.
No recorte territorial, os municípios do Semiárido concentraram 44,9% de todo o saldo regional, com 15.449 novas vagas formais. Já os municípios inseridos no bioma Caatinga responderam por saldo de 10.231 empregos, equivalente a 29,7% do total registrado no Nordeste.
Os indicadores de escolaridade revelam que o preenchimento de vagas foi concentrado de forma expressiva em profissionais com o nível médio completo, faixa que liderou o saldo com 25.031 postos. Em contrapartida, as vagas voltadas para profissionais com pós-graduação stricto sensu registraram retração líquida, resultando em saldos negativos para mestres (-172) e doutores (-38).
Na distribuição por faixa etária, trabalhadores de 18 a 24 anos responderam pelo maior saldo de empregos formais no mês, com 22.245 vagas. Este movimento absorveu a transição demográfica observada na parcela acima de 65 anos, que teve redução de 763 postos. O recorte por gênero mostra que os homens responderam por 58,8% do saldo regional, com 20.241 vagas, enquanto as mulheres somaram 14.192 postos (41,2%). A diferença de remunerações entre os públicos masculino e feminino foi de R$ 125,96, com homens recebendo salário inicial médio de R$ 2.113,09 enquanto mulheres perceberam R$ 1.987,13.
Mais informações podem ser consultadas através do Data Nordeste no endereço https://datanordeste.sudene.gov.br/.