SEGURANÇA PÚBLICA

Arábia Saudita propõe coalizão para defesa marítima

Iniciativa visa proteger rotas de navegação na região do mar Vermelho após ataques do movimento houthis.

Por Sputnik Brasil Publicado em 30/07/2026 às 17:35
Arábia Saudita revela planos de coalizão marítima para proteger navegação no mar Vermelho. © AP Photo / Amr Nabil

A Arábia Saudita apresentou nesta quinta-feira (30) planos para uma coalizão multinacional de defesa marítima destinada a proteger a navegação internacional e as rotas de abastecimento de energia na região do mar Vermelho, após ataques do movimento iemenita Ansar Allah (houthis) terem interrompido um dos maiores corredores comerciais do mundo.

O Ministério da Defesa saudita informou que representantes de 43 países e da União Europeia participaram de uma reunião internacional para discutir a proposta de coalizão, incluindo a atuação da Arábia Saudita como Estado fundador e líder, bem como o fato de o país sediar o quartel-general da iniciativa.

O ministério afirmou que a coalizão reforçaria a segurança marítima, salvaguardaria a liberdade de navegação, garantiria a segurança das rotas comerciais internacionais e das linhas de abastecimento de energia e protegeria interesses marítimos comuns no estreito de Bab el-Mandeb e no Golfo de Aden. Segundo o órgão, 14 países — incluindo Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti — emitiram uma declaração conjunta apoiando a coalizão proposta.

Entre os seis Estados árabes do Golfo, Omã e os Emirados Árabes Unidos não constavam na lista de países que apoiaram a declaração. O anúncio ocorreu um dia depois de duas fontes a par das discussões terem informado à agência Reuters que a Arábia Saudita buscava formar uma coalizão internacional para proteger a navegação no mar Vermelho contra ataques do Ansar Allah.

Em 20 de julho, o movimento iemenita anunciou um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, após uma escalada de tensão. O anúncio foi feito pelo porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, que afirmou que o bloqueio teria efeito imediato. Segundo o grupo, a decisão é uma resposta aos ataques sauditas contra o aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen, e ao bloqueio imposto por Riad ao país nos últimos anos.

Na última terça-feira (28), a Arábia Saudita afirmou ter repelido um ataque com drones lançados a partir do território iraquiano contra instalações petrolíferas no leste saudita. Horas depois, o Comando Central dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês) e as Forças Armadas da Arábia Saudita informaram a realização de ataques contra instalações logísticas e depósitos de armas no leste do Iraque, aumentando as tensões no Oriente Médio.