ECONOMIA

Etanol se destaca na queda de preços dos combustíveis em julho, diz Veloe

Monitor aponta recuo em cinco dos seis combustíveis analisados no mês.

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/07/2026 às 13:56
Etanol se destaca na queda de preços dos combustíveis em julho, diz Veloe Reprodução

Os preços médios dos combustíveis voltaram a cair em julho, com retorno em cinco dos seis produtos acompanhados pelo Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. A maior queda foi do etanol hidratado (-2,3%), seguido pelo diesel comum (-2,1%) e pelo diesel S-10 (-1,8%). As gasolinas também registraram baixa, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único a subir, com alta de 4,0%, em linha com reajustes na cadeia do gás natural.

Na média nacional, os preços ficaram em R$ 6.981 por litro no diesel S-10 e R$ 6.833 no diesel comum. A gasolina aditivada foi cotada a R$ 6.821 e a gasolina comum, a R$ 6.693. O etanol hidratado teve média de R$ 4.163 por litro, e o GNV, de R$ 4.846 por metro cúbico. Entre os Estados, o Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum (R$ 6.319), e Mato Grosso teve o menor preço médio do etanol (R$ 3.847), com valores mais baixos concentrados em áreas produtoras ou próximos aos polos de oferta.

No diesel, o Rio Grande do Sul apresentou o menor preço médio do S-10 (R$ 6.506), e o Paraná liderou no diesel comum (R$ 6.353). No GNV, apesar da alta nacional, as menores médias foram observadas em Alagoas (R$ 4.271), Espírito Santo (R$ 4.406) e Bahia (R$ 4.449).

O monitor aponta, porém, que a queda de julho não reverteu as altas acumuladas em 2026. Até julho, o diesel S-10 sobe 13,0% e o diesel comum, 11,6%, enquanto a gasolina avança 6,6% (comum) e 6,1% (aditivada); o etanol, por sua vez, recua 7,0% no ano.

Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 ainda está 13,8% mais caro e o diesel comum, 12,4%, com altas também na gasolina comum (6,4%), na aditivada (5,9%) e no GNV (0,7%). O etanol segue na contramão, com queda de 2,2% em 12 meses.

Maior oferta

O levantamento aborda o cenário à maior oferta doméstica de etanol, à transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo ao mercado interno e à retirada parcial de medidas de amortecimento, em um mercado ainda sensível ao petróleo, ao câmbio e ao empréstimo geopolítico.

O destaque do mês foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que caiu para 66,7% na média das unidades da Federação, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Como o patamar ficou abaixo da referência de 70%, o etanol ampliou a vantagem econômica em relação à gasolina comum, sobretudo em estados produtores ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível, revelou o Veloe.