ECONOMIA

Aumento nas contratações eleva taxa de ocupação e reduz desocupação, afirma analista do IBGE

Dados da Pnad Contínua mostram queda de 10,9% na população desocupada em comparação ao trimestre anterior.

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/07/2026 às 11:09
IBGE Reprodução

A redução da taxa de desocupação registrada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) no trimestre móvel encerrado em junho ocorreu devido ao aumento das contratações e do nível de ocupação, explicou nesta quinta-feira, 30, o analista da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), William Kratochwill. No período, a população desocupada foi de 5,9 milhões, queda de 10,9% frente ao trimestre anterior.

"A redução na taxa de desocupação reflete uma absorção efetiva da mão de obra disponível pelo mercado", diz. "Embora grande parte do aumento da ocupação tenha vindo da população que estava desocupada, esse movimento não explica a totalidade do saldo de 1,1 milhão de novas ocupações. O restante desse contingente provém da população fora da força de trabalho, que apresentou uma redução de mais de 600 mil pessoas, as quais passaram a integrar a força de trabalho".

A população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) cresceu em 319 mil pessoas, totalizando 175,4 milhões. Esse contingente se divide entre pessoas dentro e fora da força de trabalho.

A força de trabalho reuniu 108,9 milhões de pessoas, um aumento de 363 mil em relação ao trimestre anterior. Já a população fora da força de trabalho, apontada como 37,9% do total em idade de trabalhar, permaneceu estável na comparação trimestral.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a população em idade de trabalhar avançou 0,8% (mais 1,3 milhão), a população ocupada aumentou 0,7% (mais 742 mil) e a desocupada recuou 6,3% (menos 392 mil); fora da força de trabalho, houve alta de 1,5%, equivalente a quase 1 milhão de pessoas a mais.