SEGURANÇA PÚBLICA

Ventania deixa estragos em SP e provoca três mortes

São Paulo tenta retomar a normalidade após rajadas de vento de mais de 100 km/h e danos na infraestrutura.

Por Estadao Conteudo Publicado em 30/07/2026 às 08:50
Cidade de SP ainda tem imóveis sem energia após ventania; Estado registra 3 mortes Nano Banana (Google Imagen)

São Paulo contabiliza os danos e tenta retomar a normalidade nesta quinta-feira, 30, após rajadas de vento de mais de 100 km/h deixarem mortos três, provocarem estragos e afetarem voos em todo o Estado na quarta-feira, 29.

A capital chegou a registar ventos de até 75,3 km/h, segundo a Defesa Civil do Estado. A ventania afetou o fornecimento de energia elétrica. Na quarta-feira, a Enel informou que, por volta das 19h, 43.817 clientes permaneciam sem energia. Em seu site, a empresa informa que, por volta das 7h30 desta quinta-feira, pouco mais de 2,6 mil clientes estavam com o banho interrompido. Procurada para informar quantos esses casos ainda estão relacionados aos ventos, a empresa não respondeu ao contato do Estadão. O espaço segue aberto.

Na quarta-feira, o Aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul da capital, teve 54 voos alterados em razão das condições ambientais. A transportadora Aena, responsável pelo terminal, informou que 32 chegadas e 22 partidas foram canceladas. Nesta quinta-feira, a empresa informou que, por ajuste de malha aérea, outras três chegadas e duas partidas também foram canceladas.

A Aena reforçou que toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, bem como todos os serviços de atendimento aos passageiros. A transportadora orientou os clientes com viagens programadas a verificarem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.

No Aeroporto de Guarulhos, dois voos precisaram ser desviados para outros aeroportos na quarta-feira. A situação foi normalizada por volta das 14h45. No Aeroporto de Viracopos, não houve registro de impactos.

Questionadas sobre a situação dos dois aeroportos nesta quinta-feira, as transportadoras não responderam ao contato do Estadão. O espaço segue aberto.

Na manhã desta quinta-feira, todas as linhas do Metrô e de trens - tanto as privatizadas quanto as administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - operam normalmente. Também não há registro de impactos provocados pelas condições ambientais na circulação de ônibus.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a previsão é de que as condições do tempo continuem mudando na capital ao longo desta quinta-feira, em razão da rápida passagem de uma frente fria. Não há previsão de temporais, apenas aumento da nebulosidade, chuvas isoladas e queda brusca da temperatura máxima, que deve durar um pouco tempo.

No litoral, duas pessoas morreram. Em Santos, um homem em situação de rua morreu após ser atingido por uma árvore na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Estuário. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.

Em São Sebastião, uma embarcação com cinco ocupantes naufragou no canal entre a cidade e Ilhabela. Duas pessoas foram resgatadas sem ferimentos, outras duas foram socorridas em estado de choque pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e um pescador foi encontrado morto durante as buscas realizadas pelas equipes da Defesa Civil e do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).

Itanhaém, na Baixada Santista, também ficou entre as cidades que registraram as maiores rajadas de vento do Estado, com 111 km/h. No topo da lista estão Itaporanga e Itaí, com 124,9 km/h, Taquarituba, com 117 km/h, Arandu, com 113,1 km/h, e Paranapanema, com 113 km/h.

Devido aos impactos no litoral, o governo de São Paulo reforçou a atuação na região e deslocou equipes da Defesa Civil do Estado para Peruíbe, onde o grupo acompanha localmente a resposta às ocorrências provocadas pela passagem da frente fria.

A terceira morte provocada pela ventania ocorreu em Cesário Lange, onde um homem morreu após a queda de uma árvore sobre o veículo em que trafegava.