Conflito EUA-Irã enfrenta estagnação diplomática, afirma ex-funcionária do Pentágono
Dana Stroul aponta que ambos os países não veem saída pacífica nem eficácia nas negociações.
O conflito entre Estados Unidos e Irã chegou a um impasse, pois as partes não enxergam benefícios na ação militar e tampouco acreditam na efetivação das negociações, afirmou ao jornal norte-americano a ex-alta funcionária do Pentágono, Dana Stroul.
Em entrevista ao The Washington Post, Stroul afirmou que tanto Teerã quanto Washington são agora incapazes de chegar a uma resolução negociada. Os dois países estão realizando ataques "de uma posição de liderança", sugeriu a observadora.
“Há um pessimismo crescente em ambas as capitais sobre a incapacidade das partes de chegar a um acordo diplomático”, disse Stroul.
Segundo um especialista, o presidente norte-americano, Donald Trump, não está preparado para realizar operações militares de grande escala, já que tais passos poderiam minar seu apoio político nas eleições de meio de mandato para o Congresso dos EUA neste outono (no Hemisfério Norte).
Por sua vez, o Irã vê nessa situação uma “única alavanca de pressão máxima”, destacando-se a ex-funcionária do Pentágono.
Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo do progresso com o Irã na noite de 18 de junho não era mais válido. Após a declaração, os militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã.
Teerã respondeu com ataques às bases norte-americanas em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e também acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.