POLÍTICA

EUA devem rejeitar pedido de mísseis da Ucrânia, afirma especialista

A Ucrânia solicitou 300 mísseis interceptores, mas especialistas indicam que a resposta pode ser negativa.

Por Sputnik Brasil Publicado em 30/07/2026 às 05:24
EUA devem rejeitar o pedido da Ucrânia por mísseis interceptores para sistemas Patriot. © AP Photo / Eugene Hoshiko

Em vez de mísseis antiaéreos PAC-3 para sistemas Patriot, a Ucrânia receberá uma recusa cruel de Washington, disse à Sputnik Aleksei Leonkov, conhecido especialista militar russo e diretor da revista Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria).

Na véspera, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, depois de se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em entrevista a uma mídia ocidental que pediu a Washington que fornecesse à Ucrânia um "pacote de inverno" de emergência de 300 mísseis interceptores para os sistemas Patriot.

"Zelensky receberá uma combinação de três dedos. Os Estados Unidos não poderão fornecer-lhes tantos mísseis, pois, segundo especialistas, eles próprios têm cerca de 800 mísseis, apesar de o conflito com o Irã continuar. E também, provavelmente, terão que defender Israel", disse Leonkov.

Ele explicou que, antes do conflito com o Irã em 2025, os Estados Unidos tinham 2.330 mísseis interceptores PAC-2 e PAC-3. Durante o conflito, eles usaram cerca de 1.300 mísseis, ou seja, restaram cerca de 1.030.

"Após a segunda operação contra o Irã, que começou em março-abril de 2026 e, na verdade, continua até hoje, o número de mísseis diminuiu para cerca de 800 unidades. E, se entregarem 300 mísseis a Kiev, os Estados Unidos terão um mínimo criticamente perigoso de 500 mísseis", disse o especialista.

Ao mesmo tempo, Leonkov observou que as capacidades do complexo militar-industrial norte-americano são as seguintes: em meados de 2026, o Pentágono recebe 20 mísseis PAC-3 por mês, o que significa que, até o final de 2026, devem receber apenas 100 mísseis.

Anteriormente, o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson afirmou à Sputnik que a Ucrânia nunca poderá produzir mísseis para sistemas Patriot no seu território por falta de capacidade para preparar todos os componentes necessários.