CLIMA

Governo se prepara para enfrentar efeitos do El Niño no Brasil

Previsões indicam ativação de termelétricas e possibilidade de quebra na safra de arroz e milho.

Por Sputnik Brasil Publicado em 29/07/2026 às 16:53
Governo brasileiro se prepara para os impactos do El Niño na agricultura e energia. © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal expôs nesta quarta-feira (29), durante reunião ministerial, preocupações sobre os efeitos do El Niño, esperado para atingir o Brasil com maior intensidade a partir de setembro. O Planalto se prepara para ativar as usinas termelétricas do país e prevê uma possível quebra de safra do arroz e do milho.

Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, a expectativa é que o governo desembolse mais de R$ 1,3 bilhão em medidas para mitigar os efeitos do interesse com os seguintes gastos:

Segundo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o governo do Brasil deve se preparar para os piores cenários.

"Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se ele não acontecer, vale a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa que ninguém está preparado."

Há uma expectativa de que o El Niño provoque secas no Norte do Brasil e aumento de chuvas durante o inverno no Sul do país. Essa combinação pode atrapalhar as safras de arroz e milho, além de diminuir o nível dos reservatórios das hidrelétricas da região Norte, como Jirau, Santo Antônio e Belo Monte.

"Com a escassez nos reservatórios, há uma queda na geração de energia hidrelétrica, tem que acionar as termelétricas. Portanto, a gente tem que garantir o diesel para a termelétrica. No Norte nós temos um número pequeno de rodovias, uma parte importante da distribuição de combustível vai pelos rios. Se os rios baixam, tem um ponto sensível que temos que monitorar", referiu Miriam Belchior, ministra da Casa Civil.

O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial apresentam alta de 0,5 ºC acima da média histórica. Quando a temperatura do oceano nessa região fica acima de 1,5 ºC, o evento é visto como forte, enquanto acima de 2 ºC é classificado como extremo — categorização esperada para este ano.