Juventude e a escolha entre CLT e MEI: riscos financeiros sem o FGTS
Os jovens que se tornam MEI perdem benefícios como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
O avanço expressivo de jovens formalizados como Microempreendedores Individuais (MEI) acendeu um alerta sobre a segurança financeira de uma geração inteira no Brasil.
Atraídos pela flexibilidade e pela autonomia do trabalho PJ, esses profissionais acabam operando em um verdadeiro limbo de proteção social. A troca da carteira assinada pelo CNPJ elimina o acesso ao FGTS, pilar histórico de estabilidade. Sem o fundo, o jovem perde não apenas a reserva de emergência para períodos de inatividade, mas também o principal instrumento do brasileiro para a formação de patrimônio e a compra da casa própria.
Assim, o que começa como símbolo de liberdade profissional pode culminar, no futuro, em vulnerabilidade econômica crônica. Para conversar sobre as escolhas entre ser CLT ou MEI, Rafael Costa e Kaique Santos recebem o terceiro episódio da série sobre a relação do brasileiro com o dinheiro Eduardo de Castro, analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ); A empreendedora individual Carol Sims, que trabalha com audiodescrição para cegos e é dona de uma empresa de brigadeiros artesanais. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80,5 FM.