ECONOMIA

Receita líquida do comércio alcança R$ 7,7 trilhões em 2024, aponta IBGE

Pesquisa Anual de Comércio revela dados sobre emprego e setores com maior contribuição à economia.

Por Estadao Conteudo Publicado em 29/07/2026 às 14:47
Receita líquida do comércio alcança R$ 7,7 trilhões em 2024, aponta IBGE Ilustração de IA

As empresas comerciais brasileiras obtiveram uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões em 2024 e geraram um valor bruto adicionado à economia de R$ 1,3 trilhão , segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) . Os negócios, distribuídos em 1,6 milhão de estabelecimentos, empregaram aproximadamente 10,6 milhões de pessoas, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .

Dentre os três segmentos que compõem a pesquisa, o comércio por atacado - quando um produto é vendido a outros estabelecimentos - apresentou maior participação na receita operacional líquida do setor ( 48,7% ), ou R$ 3,8 trilhões , seguido pelo comércio varejista ( 41,4% ) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas ( 9,9% ).

“Entre as 37 grandes atividades do comércio, o maior volume de receita é gerado no comércio de hipermercados e supermercados , com 12% , seguido pelo comércio por atacado de combustíveis e finanças ( 11,5% ) e o comércio por atacado especializado em produtos fornecidos, bebidas e fumos ( 8,2% )”, comenta o gerente de análise estrutural do IBGE, Marcelo Miranda .

O PAC levanta informações sobre receitas, margem de comercialização, unidades que uma mesma empresa possui, pessoais, estoques e investimentos em ativos. Em 2024, 98.239 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas responderam ao questionário.

Receita e Emprego

Em 2024, 10,6 milhões de pessoas foram empregadas em 1,8 milhão de unidades locais (onde estão as implicações do fato) e receberam um total de R$ 369,2 bilhões em desenvolvimento. O setor varejista (vendas ao consumidor final) responde pela maior parte dos empregos: 7,6 milhões de trabalhadores, seguidos pelo comércio por atacado, com 2 milhões de pessoas, e o comércio de veículos, peças e motocicletas com 950.700 pessoas.

O comércio em mercados e supermercados corresponde a 15,2% do total de empregos ( 1,6 milhão de pessoas). “É o grande destaque da pesquisa, com 83 pessoas sendo empregadas em média dentro dessa estrutura”, diz.

Destacam-se também como maiores investidores o comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica ( 887,3 mil ); e de material de construção ( 858,5 mil ).

Em contrapartida, explica Miranda, em termos de volume salarial, o comércio varejista tem maior representação, com R$ 229,2 bilhões sendo pagos por esses negócios.

A PAC fornece, desde 2007, um panorama detalhado das características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Brasil. No entanto, mudanças metodológicas, como a migração da base de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para o e-Social , impossibilitam comparações com dados anteriores a 2024.