Ucrânia ataca refinaria russa após reunião de Zelenski com Trump
Ofensiva mirou a refinaria de Ryazan, intensificando a pressão sobre Moscou.
Autoridades ucranianas afirmaram nesta quarta-feira (29) que as forças do país atingiram durante a madrugada uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, no mais recente ataque de longo alcance, enquanto Kiev amplia a pressão econômica, militar e diplomática sobre Moscou.
Os ataques quase diários da Ucrânia com drones e mísseis de longo alcance, com armamentos desenvolvidos internamente, atingem instalações de petróleo russas e alimentam uma crise de combustíveis que constrange o Kremlin, mais de quatro anos após uma invasão em larga escala do país vizinho.
Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, a intervenção provocou um incêndio na refinaria de Ryazan, com capacidade de cerca de 17 milhões de toneladas por ano e produção de gasolina, diesel, querosene de aviação e outros relacionados. A unidade fica a cerca de 400 milhas do território ucraniano.
O ataque ocorreu horas depois do presidente Volodimir Zelenski ter estado em Washington, na terça-feira, para conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, em mais um movimento para buscar apoio considerado crucial dos Estados Unidos na guerra contra um adversário muito maior.
O governador de Ryazan, Pavel Malkov, disse que seis pessoas foram levadas ao hospital após um ataque de drone. Segundo ele, destruições causaram incêndios em "instalações industriais" não identificadas.
A Rússia precisa sentir que cada dia desta guerra terá um custo mais alto para ela. Precisamos enfraquecer o agressor e manter a pressão para aproximar o fim desta guerra, afirmou Zelenski em uma publicação nas redes sociais.
Os recentes sucessos ucranianos de grande repercussão contra a Rússia impressionaram Washington e ajudaram a recompor a boa vontade dos EUA, após a relutância de Trump, no início do seu segundo mandato, em manter o apoio a Kiev. A postura havia levantado a possibilidade da Ucrânia e da Europa terem de enfrentar sozinhas a agressão russa. Fonte: Associated Press.