Procter & Gamble registra queda no lucro do último trimestre
A fabricante enfrenta custos altos e vendas fracas, com previsões abaixo do esperado para o ano fiscal.
A Procter & Gamble (P&G) registrou queda no lucro no quarto trimestre fiscal, pressionada por custos mais altos e pela fraqueza das vendas. A fabricante do creme dental Crest e do Xampu Pantene também apresentou projeções abaixo do esperado para o ano fiscal em curso, com estimativas de lucro e receitas inferiores às variações de Wall Street.
O CEO Shailesh Jejurikar disse que o último ano foi marcado por um ambiente geopolítico e econômico e que a companhia espera manutenção da volatilidade. Ainda assim, afirmou que a P&G pretende avançar em suas principais análises financeiras, com uma estratégia focada em oferecer produtos melhores a um valor superior. Segundo ele, os investimentos serão financiados por um programa de produtividade.
“Estamos ganhando tração com os consumidores e estamos animados com as oportunidades de longo prazo à frente”, disse Jejurikar.
O lucro do trimestre somou US$ 3,04 bilhões , ou US$ 1,26 por ação , ante US$ 3,62 bilhões , ou US$ 1,48 por ação , um ano antes. A queda foi atribuída ao aumento das despesas de vendas, gerais e administrativas, que mais do que compensaram um nível alto nas vendas.
O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,43 , acima da estimativa de US$ 1,41 , segundo analistas consultados pela FactSet.
As vendas cresceram 2% , para US$ 21,2 bilhões , abaixo do consenso de US$ 21,38 bilhões . A empresa atribuiu a alta efeitos cambiais e de arredondamento.
As vendas orgânicas, que excluem aquisições, desinvestimentos e variações cambiais, obtiveram resultados. O indicador avançou em beleza, mas recuou em saúde e na divisão de cuidados com bebês, femininos e cuidados para a família.
Para o ano fiscal, a P&G prevê lucro ajustado por ação de estabilidade a alta de 3% , em cerca de US$ 7 no ponto médio, abaixo da projeção de US$ 7,02 .
A empresa estima um impacto negativo de cerca de 56 centavos por ação no ano, devido a uma combinação de custos mais altos de materiais-primas, energia e transporte, além de maior despesa líquida com juros e câmbio desfavorável.
A companhia projeta crescimento de vendas de 1% a 3% no ano, o que implica receita de cerca de US$ 88,77 bilhões no ponto médio. O consenso aponta para US$ 89,4 bilhões .
*Com informações da Dow Jones Newswires
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.