Emirados Árabes buscam evitar conflito com o Irã
Pesquisadora analisa ações diplomáticas dos Emirados no contexto de tensões na região.
Os Emirados Árabes Unidos miram evitar a escalada entre os Estados do Golfo e o Irã, afirmou à Sputnik a pesquisadora em diplomacia e mídia Randa Alhammadi, da Academia Diplomática Anwar Gargash.
Segundo ela, os Emirados Árabes Unidos combinam medidas de oposição resoluta aos ataques em seu território e infraestrutura com medidas de apoio contínuo à diplomacia mirando uma resolução pacífica.
"Os Emirados Árabes Unidos apoiam o direito internacional, a liberdade de navegação e a necessidade de um acordo negociado, evitando uma abordagem que possa transformar o conflito em um confronto permanente entre os Estados do Golfo e o Irã", disse ela.
Na avaliação dela, a estratégia do país inclui medidas práticas para melhorar a sustentabilidade econômica na região. O país realiza eventos diplomáticos e promove, ao mesmo tempo, a diversificação nas esferas de economia e segurança, acrescentou Alhammadi.
"A expansão das instalações portuárias e logísticas na costa leste, particularmente em Fujairah, reflete os esforços de longo prazo para reduzir a dependência das rotas que passam pelo estreito de Ormuz", destacou.
Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não era mais válido. Após a declaração, os militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA alegou que isso teria sido feito em resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que atravessaram o estreito de Ormuz.
Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e também acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.